As cotações do petróleo operam em baixa nesta segunda-feira depois de baterem novo recorde histórico. A notícia de que Israel poderia terminar sua ofensiva contra a milícia libanesa Hezbollah em poucos dias contribui para um clima menos tenso. A informação, ainda não confirmada oficialmente, foi divulgada por várias agências internacionais de notícias nesta segunda-feira. Em Londres, no início da manhã, o barril do tipo Brent para setembro recuava US$ 0,42, para US$ 77,16, depois de bater US$ 78,18 na mesma jornada, nível recorde de alta. O contrato de outubro estava em US$ 77,77, com baixa de US$ 0,40.
O preço do petróleo deve ser "mais moderado" em 2007, mas tal moderação irá depender do cenário geopolítico, informou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em seu comunicado mensal, divulgado nesta segunda-feira. Um aumento previsto na capacidade de produção dos países-membros do cartel e uma redução na demanda "devem contribuir para moderar" os preços, diz o comunicado.
"Fica por saber se o mercado irá se beneficiar de modo pleno dessas tendências, em especial devido às tensões geopolíticas que constituem um importante fator no atual nível recorde de preços", aponta a Opep, em nota distribuída ao mercado.
Semana passada, devido às tensões quanto à crise nuclear do Irã e, principalmente, devido á escalada da violência entre Israel e o Oriente Médio, o preço do barril cravou o recorde de US$ 78,40. De acordo com a Opep, a demanda mundial deve crescer em cerca de 1,3 milhão de barris por dia no próximo ano, chegando a uma demanda total diária de 85,9 milhões de barris.