O preço do petróleo atingiu novo recorde, na manhã desta quinta-feira, com a situação de violência no Oriente Médio e com as notícias de explosões em oleodutos na Nigéria. Na pré-abertura, em Nova York, o barril chegou ao recorde de US$ 75,89. Às 9h05 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em agosto, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, estava cotado a US$ 75,67, alta de 0,96%.
A situação na Nigéria também se agravou. Funcionários do governo informaram que duas explosões atingiram oleodutos da petrolífera Agip (unidade da italiana ENI), na região do delta do rio Níger, no sudeste do país. A ENI divulgou um comunicado em que nega que tenha havido sabotagem nos oleodutos. A perda é estimada em cerca de 120 mil barris por dia, mas "o boato não tem fundamento", segundo anúncio da empresa. Ainda segundo a petrolífera, houve poucos danos e uma perda mínima de petróleo.
Outra fonte de preocupação dos investidores, nesta manhã, foi o Irã. O presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, recomendou à Europa que tenha paciência em relação ao programa nuclear iraniano, porque se não "será responsável pelas conseqüências da crise que vai provocar".
O relatório semanal do Departamento de Energia dos EUA, divulgado nesta quarta-feira, mostrou que o estoque de petróleo do país caiu em 6 milhões de barris, totalizando 335,3 milhões de barris da commodity estocados. As reservas de gasolina do país caíram em 400 mil barris, de acordo com o relatório, totalizando 212,7 milhões de barris do produto. A média da demanda por gasolina referente às quatro últimas semanas ficou em 9,6 milhões de barris por dia, 1,7% a mais que no mesmo período há um ano.