O preço do barril de petróleo poderá chegar a US$ 200 nos próximos meses, a dois terços do preço máximo de US$ 290 calculado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, há seis meses. A previsão é do presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil. Na manhã de segunda-feira, a cotação da commodity beirou os US$ 120, na Bolsa de Nova York, com base apenas nessa declaração.
O preço do barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), para entrega em junho, chegou à cotação de US$ 118,55, com alta de 0,02% sobre a cotação final de sexta-feira, embora tenha batido a marca de US$ 119,92 na abertura do pregão.
Em Londres, o barril do Brent para entrega em junho está cotado a US$ 116,99, com alta de 0,56%.
"Questionado sobre a chance (de o petróleo) poder subir para US$ 200, o ministro (Khelil) disse que não rejeita essa eventualidade, explicando que esse crescimento é indexado pela queda ou a alta do dólar. Se não fossem problemas geopolíticos e a queda do dólar, os preços do petróleo não estariam neste nível", informou o Chakib Khelil ao jornal argelino El Moudhajid.
Na Inglaterra, a alta também foi motivada pela greve dos funcionários da refinaria escocesa de Grangemouth, em seu segundo dia nesta segunda-feira. Os cerca de 1,2 mil trabalhadores de Grangemouth, ao oeste de Edimburgo, iniciaram na véspera domingo uma greve de 48 horas em defesa do atual sistema de aposentadoria. O movimento paredista obrigou a gigante British Petroleum (BP) a interromper o fornecimento de 40% do gás que abastece o Reino Unido, com o fechamento de um oleoduto que, diariamente, transporta 700 mil barris, destinados também ao mercado internacional no Continente.