O preço do barril de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reverteu sua tendência de alta ao ser vendido, na terça-feira, a 50,74 dólares por barril, 0,44 dólar a menos que na sessão anterior, disse nesta quarta-feira o secretariado do grupo em Viena.
Essa queda de 0,8% a respeito da cotação média da segunda-feira aconteceu de forma paralela ao barateamento do Brent, o petróleo de referência para a Europa, e do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), referente nos EUA.
Ao fim da sessão regular de ontem no mercado nova-iorquino de matérias-primas, a cotação do barril (de 159 litros) do WTI para entrega em julho ficou a 53,76 dólares, 0,73 dólar -1,3%- a menos que no fechamento da segunda-feira, enquanto o Brent caiu 0,54 centavos, ou 1%, fechando a 53,13 dólares em Londres.
Segundo os analistas, após vários dias de altas os preços caíram ante a expectativa de um considerável aumento das reservas armazenadas de petróleo nos EUA. Isso deve acontecer hoje, com a divulgação dos novos dados semanais.
Além disso, o ministro kuwaitiano de Energia e presidente rotativo da Opep, xeque Ahmad Fahad Al-Ahmad Al-Sabah, anunciou que irá propor aos membros da organização pactuar um aumento da oferta oficial de petróleo na reunião extraordinária que o Conselho de Ministros do grupo fará na próxima semana em Viena.
Esse aumento, de 500 mil barris diários, fixaria a cota oficial em 28 mb/d, com o qual oficializaria parte dos barris que alguns produtores bombeiam já acima de seus cotas nacionais. Atualmente, este número é de 27,5 milhões de barris diários (mb/d) enquanto que, de fato -e contando com o Iraque- a produção se situa em torno dos 30 mb/d.
Antes da conferência extraordinária de 15 de junho que deverá estudar dita proposta, o ministro kuwaitiano participa amanhã de um encontro entre a Opep, que controla cerca de 40% da reserva mundial de petróleo, e a União Européia em Bruxelas, onde espera-se que os europeus peçam aos produtores para melhorar a transparência do mercado e elevar a oferta.
Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026
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