O dia do presidente começou às 9h, no despacho com o ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins e, em seguida, Luiz Inácio Lula da Silva seguiu para o Palácio do Itamaraty, onde participou das homenagens ao Dia do Diplomata. À tarde, o presidente seguiu para reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. Na agenda, além dos processos em curso, estava prevista a conversa sobre o aumento nos preços dos combustíveis, assunto também na pauta da reunião, no final da tarde, com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.
Na véspera, Lula disse que o aumento do preço da gasolina será inevitável. Trata-se, apenas, de uma questão de tempo o anúncio do quanto irão subir os preços dos combustíveis no país. O presidente teria reconhecido, em conversas com seus ministros, que o reajuste é necessário, após 31 meses de estabilidade. Não consta da agenda do presidente nenhuma reunião com presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Mas eles se encontraram no Ministério das Relações Exteriores, que concedeu uma comenda ao executivo da estatal petrolífera brasileira, que fica em Brasília para uma eventual reunião com Lula.
Setembro de 2005 foi a data do último reajuste dos combustíveis, no momento em que o barril do petróleo chegava ao nível dos US$ 60. Atualmente, o valor do barril praticamente dobrou, chegando à cotação de US$ 120.
- Ninguém gosta de aumentar nada - disse a jornalistas o ministro Lobão. O próprio titular da pasta de Minas e Energia, porém, concordou que é praticamente impossível manter o preço em níveis tão defasados quanto se encontram.
A maior preocupação do governo, no entanto, é com o reflexo do aumento dos combustíveis nos índices inflacionários, no momento em que os preços seguem pressionados pelos alimentos, um setor muito sensível à alta na cotação da gasolina e do óleo diesel. Na tentativa de conter a inflação, o Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e tende a continuar o movimento de alta, caso se mantenha a tendência de alta nos preços.