Preço da gasolina é movido pelo parâmetro internacional
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que parâmetro para os reajustes da gasolina e dos combustíveis da Petrobras é o preço internacional do petróleo. Segundo ele, mesmo com o aumento recente, ainda não foi possível absorver todo o impacto da elevação da moeda norte-americana.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que parâmetro para os reajustes da gasolina e dos combustíveis da Petrobras é o preço internacional do petróleo. Segundo ele, mesmo com o aumento recente, ainda não foi possível absorver todo o impacto da elevação da moeda norte-americana.
- O parâmetro é caminhar em direção ao preço internacional do petróleo. É um preço igual ao (preço) internacional. (Este nivelamento deve ocorrer) quando há uma discrepância e quando se tem sobressalto de câmbio.
Situação inversa, disse, ocorre quando não houver alteração no preço internacional. “É só ver que, em maio, os preços estavam equiparados e em linha aos preços internacionais”, disse.
Há sete meses, o Federal Reserve (Fed) – Banco Central dos Estados Unidos – “desalinhou o câmbio” ao decidir manter a indicação de que poderia retirar os estímulos à economia americana. A decisão não se concretizou, mas abalou os mercados financeiros internacionais: houve elevação no preço do dólar e consequentemente pressão no preço do petróleo. Mantega também destacou que, no período, não foi possível absorver toda a mudança ocorrida do câmbio.
- Neste ínterim, tivemos uma aumento (de combustíveis), mas não foi possível absorver (a diferença) de uma hora para outra. Já pensou se os preços dos combustíveis estivessem ao sabor do câmbio? Isso atrapalharia muito a economia. Então, [há] um trajeto a ser percorrido e caminhamos em direção à paridade - disse. A seu ver, mudança brusca no preço da gasolina e do diesel poderia desequilibrar o controle da inflação
Mantega, no entanto, deixou claro que esta é um decisão da Petrobras. Indagado por jornalista durante o encontro de fim de ano, ocorrido hoje com a imprensa, se a decisão também não passava por ele, Mantega disse que não. Conforme disse, a decisão sobre o preço dos combustíveis estatutariamente é da esfera da presidenta da Petrobras, Graça Foster, e da diretoria da empresa.
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