Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Pré-sal: Embaixador Rego Barros defende regime de concessão

O embaixador Sebastião Rego Barros, ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), falou sobre o pré-sal em entrevista ao deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), mediador do programa De Olho no Rio, que foi ao ar neste domingo pela CNT. O diplomata criticou o Poder Executivo. (Leia Mais)

Segunda, 14 de Setembro de 2009 às 08:08, por: CdB

O embaixador Sebastião Rego Barros, ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), falou sobre o pré-sal em entrevista ao deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), mediador do programa De Olho no Rio, que foi ao ar neste domingo pela CNT.

O diplomata criticou o Poder Executivo, por ter enviado projetos de lei referentes ao pré-sal para serem votados em caráter de urgência, embora depois, sob pressão da oposição no Congresso Nacional, o governo tenha recuado da medida.
 
- Essas questões devem ser discutidas longamente, pois o Congresso tem uma questão muito séria para tratar a respeito do desenvolvimento do futuro do país e cujos resultados provenientes da extração de petróleo na camada do pré-sal não irão surgir em menos de dez anos – afirmou Rego Barros, que além de presidente da ANP também foi secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores e embaixador na União Soviética e na Argentina.
 
A respeito da tentativa de mudança do regime de concessão para o de partilha na exploração do pré-sal, que traria prejuízos aos estados produtores que recebem royalties (compensações financeiras) da União, já que o ICMS continuaria incidindo nos estados de destino da produção, com percentuais de royalties maiores para os destinatários, Rego Barros afirmou:
 
- O sistema de concessão está dando certo e permitiu, inclusive, o encontro dos poços na camada do pré-sal – afirmou ele, acrescentando que não existem experiências de combinação de sistemas de concessão e partilha, possibilidade cogitada, diante da pressão, com o objetivo de atender a todas as partes envolvidas no processo de exploração e recebimento dos lucros.
 
Segundo o diplomata, a mudança no modelo poderá atrasar o tempo de produção.
 
- A alteração poderá afastar os investidores internacionais. Aliás, com as discussões atuais, foram paralisadas as licitações destinadas à exploração do pós-sal – explicou Rego Barros, numa referência à extração petrolífera em vigor.
 
Rego Barros criticou, também, a intenção do Governo Federal de criar uma empresa pública para cuidar exclusivamente dos negócios relativos à produção no pré-sal.
 
- Não é preciso criar uma nova estatal somente para isso. A ANP é capaz de cumprir muito bem esse papel.

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