O Partido da Revolução Democrática (PRD) expressou na última segunda-feira sua mais absoluta rejeição a instaurar no México a pena de morte para os seqüestradores.
- Não achamos que a pena de morte tenha dado resultados em nenhum país. Mas é próprio de regimes autoritários. E isso nós não queremos - disse o coordenador do PRD na Câmara dos Deputados, Pablo Gómez.
O líder do PRD afirmou que seu partido está unido contra a pena máxima:
- Não somente estamos contra, mas ao mesmo tempo consideramos que México não pode estabelecê-la. Tem compromissos internacionais firmes em relação à pena de morte, a qual está prescrita, incluindo nosso país - acrescentou.
No último domingo, entre 250 mil e 500 mil pessoas se manifestaram no coração da capital mexicana para exigir às autoridades uma reforma penal, mais justiça e que as cifras sobre criminalidade sejam divulgadas com regularidade para avaliar o nível de cumprimento das demandas cidadãs neste campo.
O México, com 532 pessoas seqüestradas no ano passado, segundo dados oficiais, e aproximadamente 3 mil, segundo estimativas de empresas privadas do setor, é o segundo país do mundo em incidência deste crime, que nos últimos três anos matou ainda outras 160 pessoas.
Rio de Janeiro, 24 de Setembro de 2026
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