Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Prática de lavar frango cru 'aumenta risco de intoxicação alimentar', segundo FSA

Um alerta feito pela Food Standards Agency (FSA), agência de segurança alimentar britânica, a prática de lavar frango cru aumenta o risco de intoxicação alimentar. O processo de lavagem espalha bactérias Campylobacter nas mãos, roupas e em utensílios e superfícies de cozinha, devido ao espirro de gotas de água. Na verdade, não há necessidade de lavar o frango, pois a bactéria morre quando ele é bem cozinhado ou assado.

Segunda, 16 de Junho de 2014 às 09:27, por: CdB
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Bactérias Campylobacter podem causar desde diarreia até paralisia ou a morte, alerta agência britânica
Um alerta feito pela Food Standards Agency (FSA), agência de segurança alimentar britânica, a prática de lavar frango cru aumenta o risco de intoxicação alimentar. O processo de lavagem espalha bactérias Campylobacter nas mãos, roupas e em utensílios e superfícies de cozinha, devido ao espirro de gotas de água. Na verdade, não há necessidade de lavar o frango, pois a bactéria morre quando ele é bem cozinhado ou assado. Conhecida como bactéria retorcida, a Campylobacter é a forma mais comum de intoxicação alimentar na Grã-Bretanha, e a maioria dos casos é proveniente de aves contaminadas. Os sintomas incluem diarreia, dores de estômago, cólicas, febre e mal-estar geral. A maioria das pessoas só fica doente por alguns dias, mas a doença pode levar a problemas de saúde a longo prazo, como a síndrome do intestino irritável e a síndrome de Guillain-Barre, uma doença grave do sistema nervoso. A Campylobacter também pode matar - os que correm maior risco são crianças menores de cinco anos ou idosos. A britânica Ann Edwards disse à à agência britânica de notícias British Broadcasting Company (BBC) que ficou completamente paralisada ao contrair a bactéria 17 anos atrás, quando tinha quase 50 anos, e desde então não trabalha mais. - Eu primeiro notei que havia algo errado quando eu tive uma diarreia muito grave que durou pouco mais de uma semana. Fui levada ao hospital e a partir daí fiquei totalmente paralisada. - Meu sistema imunológico teve uma reação exagerada (à bactéria), o que afetou meus nervos - contou. Edwards se recuperou apenas parcialmente. Ela ainda sofre alguma paralisia nos pés e tem baixa imunidade. - Eu trabalhava numa empresa de seguros, era muito ativa e em boa forma. Isso ocorreu duas semanas antes de eu fazer 50 anos. Eu não trabalho desde então. Mudou completamente a minha vida - lamenta ela. Pesquisa Uma pesquisa online com 4.500 adultos realizada na Grã-Bretanha pela FSA descobriu que 44% dos entrevistados lavam o frango antes de cozinhar. A Campylobacter afeta cerca de 280 mil pessoas na Grã-Bretanha a cada ano, mas apenas 28% dos entrevistados na pesquisa da FSA tinham ouvido falar dele e, desse grupo, só um terço sabia que aves são a principal fonte das bactérias. Os entrevistados disseram que lavam o frango para remover a sujeira ou germes ou, simplesmente, porque sempre fizeram isso. - Embora as pessoas costumem seguir as práticas recomendadas para o manuseio de aves, como lavar as mãos depois de tocar em carne de frango crua e ter certeza de que ela está bem cozida, nossa pesquisa descobriu que lavar frango cru também é prática comum - disse a presidente-executiva da FSA, Catherine Brown. Segundo Brown, infecções por Campylobacter custam à economia centenas de milhões de libras por ano por causa de pessoas que faltam ao trabalho por estar doente e dos gastos do NHS (o sistema público de saúde britânico). Brown disse que a FSA também está trabalhando com agricultores, abatedouros e processadores para tentar reduzir a presença deCampylobacter nas aves.    
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