Rio de Janeiro, 02 de Agosto de 2026

Powell termina reuniões no Oriente Médio sem sinal de progresso

Domingo, 11 de Maio de 2003 às 11:15, por: CdB

O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, encerrou uma rodada crítica de negociações com líderes israelenses e palestinos neste domingo sem sinal de progresso em direção ao início da implementação do "mapa de caminhos" para a paz. Powell, que lidera o esforço de paz dos EUA em mais alto nível em mais de um ano, tentou - mas aparentemente não conseguiu - extrair concessões dos primeiros-ministros de Israel, Ariel Sharon, e palestino, Mahmoud Abbas, para encerrar 31 meses de violência. Cada lado insistiu que o outro deve começar a tomar ações para o plano avançar, o que tornou-se comum em um conflito que rejeitou muitas iniciativas de paz. As expectativas de avanço são baixas por causa da falta de confiança entre os lados, graves diferenças em assuntos centrais e ceticismo em relação ao comprometimento dos EUA. Mas Powell tentou dar o seu melhor e disse que ambos os lados prometeram procurar o fim das hostilidades. - Ninguém deve subestimar os desafios pela frente. Não podemos perder mais um dia sequer -, disse Powell em entrevista coletiva conjunta com Abbas, na cidade de Jericó (Cisjordânia). Powell pediu para o governo palestino atuar para desarmar os militantes responsáveis por ataques contra israelenses e para Israel aliviar as dificuldades dos palestinos. Mas Sharon disse que os palestinos devem esperar apenas gestos humanitários de Israel até que o governo de Abbas atue contra os militantes. Powell disse que Abbas "deixou claro para mim neste domingo que ele entende a importância de acabar com o terrorismo". Mas o premiê palestino só fez comentários públicos reiterando sua oposição ao uso da violência por "qualquer parte". Abbas insistiu que Israel deve aceitar o plano de paz por completo e pediu retirada de tropas de cidades palestinas, reocupadas após uma onda de atentados suicidas em Israel. Israel disse que adotou diversas medidas humanitárias, como a restauração dos direitos de pesca palestinos em Gaza, a transferência de mercadorias e a libertação de dezenas de prisioneiros. Mas os palestinos dizem que isso não é suficiente, pois os postos de controle israelenses continuam funcionando ao redor de cidades palestinas.

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