O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, insistiu nesta segunda-feira na importância de reforçar a democracia no continente americano para solucionar os problemas econômicos e sociais, no primeiro dia da assembléia geral da OEA (Organização dos Estados Americanos) em Santiago (Chile). Durante a 33ª assembléia, da qual participam durante dois dias no Chile delegados de 34 países, Colin Powell destacou o direito dos povos das Américas de exigirem que a democracia e a economia de mercado dêem resultados concretos. - Os cidadãos das Américas esperam que suas democracias e economias de mercado tragam resultados, o mais rápido possível, e nós devemos dar nossa contribuição para esses resultados - afirmou. Cuba Ele também fez um apelo ao trabalho em favor da "inevitável transição democrática" em Cuba, excluída da OEA desde 1961. - Meu governo quer trabalhar com nossos parceiros no seio da OEA para encontrar os meios de acelerar a inevitável transição democrática em Cuba", declarou Powell, acrescentando que "os ditadores não podem resistir à força da liberdade. O tema central dos debates da OEA neste ano é a busca de soluções para os problemas de governabilidade observados nos últimos anos na Argentina, no Peru, na Bolívia, no Equador e na Venezuela, em seguida a uma combinação de crise econômica, de protestos populares contra o desemprego e a pobreza, e a derrocada dos partidos tradicionais. A assembléia deverá ser concluída na próxima terça-feira com a divulgação de um texto final chamado "Declaração de Santiago sobre a democracia e a confiança cidadã: um novo compromisso com a governabilidade nas Américas", precisou a chefe da diplomacia chilena, Soledad Alvear. Processo democrático Powell disse também que "a experiência demonstra com freqüência que as liberdades políticas e econômicas caminham juntas" e reconheceu que a América Latina "ainda não concluiu" o processo democrático. - Nossos cidadãos sabem que apenas as eleições não garantem governos eficazes e responsáveis, nem um desenvolvimento sustentável, com um mercado sob controle - destacou. A esse respeito, lembrou que a ALCA, a Área de Livre Comércio das Américas, prevista para 2005, ajudará na prosperidade, mas advertiu que os governos deverão designar recursos necessários para a educação, a saúde, a alimentação e a segurança, como forma de lutar contra as desigualdades. Powell saudou o recente acordo assinado entre a oposição venezuelana e o governo do presidente Hugo Chávez para tentar acabar com mais de um ano de crise política.
Powell insiste na importância de reforçar democracia nas Américas
Segunda, 09 de Junho de 2003 às 15:54, por: CdB