Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Powell e Amorin tentam achar saída satisfatória para o 'fichamento'

Em conversa pelo telefone, o ministro das relações exteriores Celso Amorim e a secretário de Estado americano Colin Powell se comprometeram a encontrar uma saída satisfatória para os dois países em relação aos "fichamentos" realizados nos aeroportos de Brasil e EUA. Na conversa que durou cerca de 40 minutos, Celso Amorim deixou claro que a medida não partiu do governo federal. (Leia Mais)

Quinta, 08 de Janeiro de 2004 às 06:41, por: CdB

O secretário de estado norte-americano, Colin Powell, conversou na noite desta quarta-feira, por telefone, com o chanceler brasileiro Celso Amorim sobre o sistema de controle de identificação a norte-americanos no Brasil. No final da conversa, os dois prometeram continuar negociando uma solução satisfatória para os dois países.

A conversa, que de acordo com o Itamaraty foi amistosa, durou cerca de 20 minutos. Conforme o "Bom Dia Brasil", Powell reclamou do atraso na identificação dos norte-americanos. Já Amorim disse que países que cumprem acordos internacionais, inclusive de segurança, como é o caso do Brasil, deveriam ficar de fora de medidas constrangedoras.

Antes de falar com o brasileiro, Powell reclamou, durante uma entrevista em Washington, do tratamento dado aos norte-americanos nos portos e aeroportos do Brasil. Conforme Powell, a medida é discriminatória porque apenas os norte-americanos estão sendo fichados na chegada ao Brasil enquanto que nos EUA, cidadãos de 28 paises, entre eles Brasil, passam pelo procedimento de segurança.

Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu à embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Donna Hrinak, que os brasileiros, ao entrarem em território norte-americano, sejam liberados da identificação, como já acontece com cidadãos de outros 27 países.

A embaixadora transmitiu ao chanceler as preocupações de Washington e pediu mudanças no novo sistema de controle de identidade dos norte-americanos que entram no país. A informação foi confirmada ontem por Richard Boucher, porta-voz do Departamento de Estado.

Na reunião, Hrinak "destacou que os cidadãos norte-americanos estavam sendo discriminados e sujeitos a exigências não aplicadas a nenhum outro país, enquanto o programa US-VISIT não é específico para os brasileiros, e se aplica a todos os estrangeiros que entram nos Estados Unidos com visto", acrescentou.

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