O secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, defendeu nesta quinta-feira a forma como o governo americano lidou com as informações sobre os programas de armas supostamente mantidos pelo deposto regime de Saddam Hussein e disse que, em sua opinião, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush não precisa pedir desculpas por acusações que mais tarde provaram-se falsas.
- Não existe nenhum esforço ou tentativa por parte do presidente nem de ninguém mais no governo de enganar ou induzir o povo americano. O presidente estava apresentando o que, na época, pareciam afirmações bastante razoáveis - garante Powell.
As declarações de Powell foram feitas na África, onde acompanha Bush numa visita oficial ao continente, e representam a mais firme defesa por parte de uma autoridade americana da inclusão de uma frase no discurso presidencial sobre o Estado da União acusando o deposto presidente iraquiano Saddam Hussein de tentar comprar urânio na África.
Com o passar das semanas e a ausência de descobertas sobre armas de destruição em massa, vêm aumentando as críticas internas e externas com relação ao principal argumento do governo americano para justificar a guerra contra o Iraque: a ameaça representada pelas armas proibidas supostamente mantidas por Saddam.