Rio de Janeiro, 06 de Agosto de 2026

Powell busca apoio latino-americano contra Cuba

Segunda, 09 de Junho de 2003 às 14:08, por: CdB

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, pediu nesta segunda-feira o apoio latino-americano contra o regime comunista de Cuba, apesar de a Organização dos Estados Americanos (OEA) já ter se manifestado contra essa idéia no mês passado. - O povo de Cuba olha cada vez mais para a OEA em busca de ajuda na defesa de suas liberdades fundamentais, contra as depredações da única ditadura do nosso hemisfério - disse Powell no encontro anual de chanceleres das Américas. - Meu governo espera trabalhar com os parceiros da OEA de modo a apressar a inevitável transição democrática em Cuba. As democracias não podem resistir à força da liberdade - acrescentou Powell. A recente onda de repressão política em Cuba não está oficialmente na agenda da OEA porque vários países acham que Cuba, suspensa da organização desde 1962, deveria ter o direito de se defender. Os Estados Unidos e seus aliados tentaram em maio aprovar uma resolução condenando os abusos aos direitos humanos na ilha, mas não conseguiram apoio necessário. Uma importante autoridade da OEA disse que o regime de Fidel Castro se enganou ao pensar que os países latino-americanos ficariam calados frente à repressão, mas afirmou que mesmo assim ainda há grande simpatia por ele no subcontinente. Essa mesma fonte disse que o descaso dos Estados Unidos frente às dificuldades econômicas do Brasil e da Argentina gerou uma onda de antiamericanismo na região. Além disso, o governo de George W. Bush abandonou, depois do 11 de setembro de 2001, sua promessa de transformar a América Latina em prioridade. A viagem de Powell ao Chile e à Argentina é a primeira dele desde a guerra no Iraque, amplamente criticada na região. Durante o encontro da OEA, ele condenou o governo do Haiti por não resolver uma disputa eleitoral com a oposição. "A democracia e o crescimento econômico do país estão prejudicados", disse ele. Powell prometeu 1 milhão de dólares à missão da OEA que tenta acalmar a situação no Haiti, mas alertou: - Se até setembro o governo do Haiti não tiver criado o clima de segurança essencial para a formação de um conselho eleitoral provisório confiável, neutro e independente, vamos reavaliar o papel da OEA no Haiti.

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