Os espanhóis vão às urnas neste domingo para as eleições gerais, 72 horas após o pior atentado da História recente do país e em meio a temores de uma onda de violência de radicais islâmicos na Europa.
De acordo com a imprensa espanhola, ninguém sabe o efeito que os atentados em Madri terão sobre os mais de 34,5 milhões de eleitores, mas espera-se um comparecimento maciço às urnas em reposta aos mesmos ataques.
Os eleitores escolherão os novos 350 membros da Câmara dos Deputados e os 208 novos senadores. O partido que lograr a maioria indicará o seu candidato para suceder José María Aznar na presidência do Governo. Mais de cem mil agentes das forças de segurança vigiam o país durante a eleição.
O governo espanhol anunciou na noite de sábado a existência de uma fita de vídeo na qual um homem dizendo falar em nome do porta-voz militar da Al-Qaeda na Europa afirmou que os atentados terroristas que mataram pelo menos 200 pessoas e feriram quase 1.500 em Madri foram realizados pela rede de Osama bin Laden.
A revelação ocorreu horas depois de o ministro do Interior da Espanha, Ángel Acebes, ter revelado que três marroquinos e dois indianos foram presos por envolvimento no 11 de Março.
Na fita, um homem não identificado vestido em trajes árabes e falando nesse idioma com um forte sotaque marroquino afirmou que os ataques foram realizadas pela al-Qaeda devido à aliança da Espanha com os EUA na guerra contra o terror e na invasão do Iraque.