Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Potências iniciam fase de conversações diplomáticas com Irã

O Irã e seis potências mundiais lançaram nesta quarta-feira uma decisiva fase de conversações diplomáticas, para começar a delinear um acordo duradouro que restringiria a contestada atividade nuclear iraniana em troca do fim gradual das sanções que têm prejudicado a economia do país.

Quarta, 14 de Maio de 2014 às 09:41, por: CdB
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Após três meses de variadas expectativas, as partes agora buscam formular um pacote de acordos
O Irã e  seis potências mundiais lançaram nesta quarta-feira uma decisiva fase de conversações diplomáticas, para começar a delinear um acordo duradouro que restringiria a contestada atividade nuclear iraniana em troca do fim gradual das sanções que têm prejudicado a economia do país. Após três meses de variadas expectativas, as partes agora buscam formular um pacote de acordos para encerrar anos de antagonismo e reduzir o risco de uma ampla guerra no Oriente Médio com repercussões globais. O distanciamento dos EUA do Irã há décadas pode se mitigado, melhorando assim a estabilidade internacional, se um acordo de fato for alcançado, mas as autoridades norte-americanas alertaram contra o excesso de otimismo dadas as persistentes e grandes diferenças entre as partes. Nos próximos dois meses, os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França, a Grã-Bretanha e a Alemanha vão tentar fazer com que o Irã concorde em cortar radicalmente seu programa de enriquecimento de urânio, o qual eles temem que possa levar à produção de bombas atômicas, ao passo que o Irã deseja a eliminação das sanções contra o país, cuja economia é baseada no petróleo. Diplomatas de ambos os lados disseram que querem resolver todos os pontos mais difíceis sobre questões como a capacidade do Irã de enriquecer urânio e o futuro de suas instalações nucleares, assim como um cronograma para o alívio nas sanções até o dia prazo-limite de 20 de julho. Após esse prazo, o acordo interino firmado em novembro vai expirar e sua prorrogação provavelmente complicaria as negociações. Mas um acordo em dois meses ainda está longe de ser assegurado, já que diplomatas ocidentais alertam que certas diferenças podem ser intransponíveis. - Francamente, isso é muito, muito difícil - afirmou uma autoridade sênior dos EUA a repórteres antes do começo das conversas, sob condição de anonimato. - Eu alertaria as pessoas para que, apenas porque vamos delineá-lo, certamente isso não significa que um acordo seja iminente ou que é certo que eventualmente chegaremos a um resolução - acrescentou. Um porta-voz da chefe da política externa da União Europeia, Catherine Ashton, que coordena a diplomacia com o Irã em nome dos seis países, disse que os negociadores tiveram uma “discussão inicial útil” na manhã desta quarta-feira (horário local) e que realizariam encontros de coordenação mais tarde. - Estamos agora esperando que eles entrem na nova fase de negociações na qual começaremos a montar as linhas gerais do que pode ser um acordo. Todos os lados estão amplamente comprometidos - afirmou. Obscurecendo o pano de fundo das negociações estão as ameaças feitas por Israel - país amplamente considerado como o único com armamento nuclear do Oriente Médio e que enxerga o Irã como uma ameaça à sua existência - de atacar as instalações nucleares do Irã se julgar que a diplomacia não foi suficiente para conter as habilidades e o potencial atômico de Teerã. O presidente dos EUA, Barack Obama, também não descartou como última opção o uso de ação militar. Mas, em uma perspectiva mais ampla, as seis potências querem garantir que o programa iraniano seja restringido o suficiente para que o Irã leve um longo tempo para juntar componentes para uma bomba nuclear, se assim decidir. A República Islâmica diz que quer apenas energia nuclear pacífica.
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