A possibilidade de os restos do "Rei do reggae", Bob Marley, serem levados da Jamaica para a Etiópia, sugerida por sua viúva, desencadeou uma polêmica na ilha caribenha.
Segundo versões de imprensa publicadas na Jamaica, a viúva do músico, Rita Marley, deseja que o corpo do artista seja exumado e enterrado na Etiópia, berço do movimento religioso Rastafari, ao qual Bob Marley pertencia.
Rita Marley expressou publicamente que, por ocasião do 60º aniversário do nascimento do artista, será realizado em 6 de fevereiro uma homenagem em Adis-Abeba, e dentro dos atos figura o enterro do artista em Shashemene, 265 quilômetros ao sul da capital etíope, uma vez que sejam levados seus restos desde a Jamaica.
Em um programa de rádio emitido hoje na ilha depois de conhecidas as declarações da viúva, vários jamaicanos expressaram seu mal-estar pela versão, embora alguns concordem com os sentimentos rastas do artista.
A Fundação Bob Marley manifestou em Kingston em comunicado que a versão sobre a possível mudança dos restos do artista é falsa, o mesmo de oito anos atrás, quando circulou algo parecido pela ilha.
Em 1997, os filhos de Marley já se opuseram a sugestões de que o corpo do ídolo do reggae fosse levado ao país africano.
Possível transferência dos restos de Bob Marley cria polêmica na Jamaica
Quinta, 13 de Janeiro de 2005 às 03:22, por: CdB