A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, inicia o horário eleitoral gratuito com 11 pontos de vantagem sobre o adversário tucano, José Serra, o que lhe permitiria, com 43% das intenções de voto, vencer no primeiro turno se eleição fosse realizada hoje. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ibope, sob encomenda dos grupos conservadores de comunicação O Estado de S. Paulo e Rede Globo de Televisão. Serra declinou para 32% e Marina Silva (PV) segue com 8%. Os outros candidatos, juntos, atingem 1% do eleitorado. Dilma, de um lado, com 43%, venceria todos os demais e os adversários somados (41%) estão empatados dentro da margem de erro.
Levando-se em conta apenas os votos válidos (sem contar os brancos, nulos e indecisos), Dilma alcança 51% das preferências, enquanto Serra fica em 38%. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa obter pelo menos 50% dos votos válidos mais um. O estudo é o primeiro a filtrar os efeitos das entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos, entre os dias 9 e 11 de agosto. No dia 5, data da pesquisa anterior do Ibope, Dilma havia garantido 39% e o tucano, 34%.
– Dilma se consolidou como favorita e tem na pesquisa espontânea o que Serra só alcança na estimulada. Aumentaram as chances de vitória no primeiro turno – disse Márcia Cavallari, diretora-executiva do Ibope, aos jornalistas.
Dilma cresce mais junto ao eleitorado mais pobre, maioria absoluta da população brasileira, principalmente entre a faixa de renda familiar de até um salário mínimo. Nesse segmento, a vantagem sobre Serra chega a 22 pontos porcentuais (48% a 26%). Na faixa de um a dois salários mínimos, a diferença entre os dois é de 15 pontos (45% a 30%). Mesmo nos segmentos de renda maior, de cinco a dez salários mínimos, onde Serra liderava no início da corrida presidencial, hoje há um empate. O tucano lidera apenas no extrato social que recebe acima de 10 salários, que significa menos de 10% da população, com 48% contra 29%.
Dilma também ultrapassa Serra no eleitorado feminino à base de 39% a 33%, justamente onde perdia até junho. E, entre os homens, ampliou de 10 para 17 pontos percentuais a vantagem sobre o tucano. "Considerando o nível de instrução dos eleitores, Dilma mantém um melhor desempenho na parcela do eleitorado com escolaridade média,. Serra lidera apenas no eleitorado com ensino superior (40% a 34%), faixa na qual cresceu nove pontos", diz o Estado.
Na divisão do eleitorado por regiões, Serra tem assegurado a liderança apenas no Sul. onde praticamente variaram os índices de intenções de voto desde o dia 5. O tucano detinha 42% a 34% e agora está a 44% a 35%. No Nordeste, Dilma avançou de 46% para 53% e ampliou sua vantagem de 19 para 29 pontos porcentuais. A principal mudança ocorreu no Sudeste, onde se concentra a maioria do eleitorado do País. Dilma saiu de uma situação de empate técnico (35% a 35%) para uma vantagem de nove pontos (41% a 32%), pricipalmente devido ao crescimento exponencial junto aos eleitorados mineiro e paulista.
Entre os mais jovens, com idade entre 16 e 24 anos, a candidata do PT abre vantagem de 13 pontos (46% a 33%). Na pesquisa anterior, havia um empate técnico nesse segmento. Nas faixas etárias acima de 25 anos, Dilma também lidera, mas por margens menores. A petista também leva vantagem na expectativa de vitória. Agora, a maioria absoluta do eleitorado (51%) aposta que a ex-ministra da Casa Civil será a sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 29%, Serra vencerá a eleição. No Nordeste, os índices dos dois são de 59% e 22%, respectivamente.
A pesquisa espontânea, modalidade em que os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, também revela Dilma com 31%, 12 pontos à frente do candidato do PSDB. Pouco mais de um terço dos eleitores (35%) declara-se indeciso sobre sua intenção de voto (eram 44% na pesquisa anterior) e 7% têm intenção de votar em branco ou anular o voto.
Na hipótese, cada vez mais remota, de um segundo turno entre os candidatos do PT e do PSDB, Dilma venceria por 48% a 37%, caso a eleição fosse realizada hoje.
Ao todo, foram entrevistados 2.506 eleitores em 174 municípios, entre 12 e 15 de agosto. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Possibilidade de segundo turno fica cada vez mais distante
A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, inicia o horário eleitoral gratuito com 11 pontos de vantagem sobre o adversário tucano, José Serra, o que lhe permitiria, com 43% das intenções de voto, vencer no primeiro turno se eleição fosse realizada hoje.
Terça, 17 de Agosto de 2010 às 12:07, por: CdB
A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, inicia o horário eleitoral gratuito com 11 pontos de vantagem sobre o adversário tucano, José Serra, o que lhe permitiria, com 43% das intenções de voto, vencer no primeiro turno se eleição fosse realizada hoje. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ibope, sob encomenda dos grupos conservadores de comunicação O Estado de S. Paulo e Rede Globo de Televisão. Serra declinou para 32% e Marina Silva (PV) segue com 8%. Os outros candidatos, juntos, atingem 1% do eleitorado. Dilma, de um lado, com 43%, venceria todos os demais e os adversários somados (41%) estão empatados dentro da margem de erro.
Levando-se em conta apenas os votos válidos (sem contar os brancos, nulos e indecisos), Dilma alcança 51% das preferências, enquanto Serra fica em 38%. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa obter pelo menos 50% dos votos válidos mais um. O estudo é o primeiro a filtrar os efeitos das entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos, entre os dias 9 e 11 de agosto. No dia 5, data da pesquisa anterior do Ibope, Dilma havia garantido 39% e o tucano, 34%.
– Dilma se consolidou como favorita e tem na pesquisa espontânea o que Serra só alcança na estimulada. Aumentaram as chances de vitória no primeiro turno – disse Márcia Cavallari, diretora-executiva do Ibope, aos jornalistas.
Dilma cresce mais junto ao eleitorado mais pobre, maioria absoluta da população brasileira, principalmente entre a faixa de renda familiar de até um salário mínimo. Nesse segmento, a vantagem sobre Serra chega a 22 pontos porcentuais (48% a 26%). Na faixa de um a dois salários mínimos, a diferença entre os dois é de 15 pontos (45% a 30%). Mesmo nos segmentos de renda maior, de cinco a dez salários mínimos, onde Serra liderava no início da corrida presidencial, hoje há um empate. O tucano lidera apenas no extrato social que recebe acima de 10 salários, que significa menos de 10% da população, com 48% contra 29%.
Dilma também ultrapassa Serra no eleitorado feminino à base de 39% a 33%, justamente onde perdia até junho. E, entre os homens, ampliou de 10 para 17 pontos percentuais a vantagem sobre o tucano. "Considerando o nível de instrução dos eleitores, Dilma mantém um melhor desempenho na parcela do eleitorado com escolaridade média,. Serra lidera apenas no eleitorado com ensino superior (40% a 34%), faixa na qual cresceu nove pontos", diz o Estado.
Na divisão do eleitorado por regiões, Serra tem assegurado a liderança apenas no Sul. onde praticamente variaram os índices de intenções de voto desde o dia 5. O tucano detinha 42% a 34% e agora está a 44% a 35%. No Nordeste, Dilma avançou de 46% para 53% e ampliou sua vantagem de 19 para 29 pontos porcentuais. A principal mudança ocorreu no Sudeste, onde se concentra a maioria do eleitorado do País. Dilma saiu de uma situação de empate técnico (35% a 35%) para uma vantagem de nove pontos (41% a 32%), pricipalmente devido ao crescimento exponencial junto aos eleitorados mineiro e paulista.
Entre os mais jovens, com idade entre 16 e 24 anos, a candidata do PT abre vantagem de 13 pontos (46% a 33%). Na pesquisa anterior, havia um empate técnico nesse segmento. Nas faixas etárias acima de 25 anos, Dilma também lidera, mas por margens menores. A petista também leva vantagem na expectativa de vitória. Agora, a maioria absoluta do eleitorado (51%) aposta que a ex-ministra da Casa Civil será a sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 29%, Serra vencerá a eleição. No Nordeste, os índices dos dois são de 59% e 22%, respectivamente.
A pesquisa espontânea, modalidade em que os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, também revela Dilma com 31%, 12 pontos à frente do candidato do PSDB. Pouco mais de um terço dos eleitores (35%) declara-se indeciso sobre sua intenção de voto (eram 44% na pesquisa anterior) e 7% têm intenção de votar em branco ou anular o voto.
Na hipótese, cada vez mais remota, de um segundo turno entre os candidatos do PT e do PSDB, Dilma venceria por 48% a 37%, caso a eleição fosse realizada hoje.
Ao todo, foram entrevistados 2.506 eleitores em 174 municípios, entre 12 e 15 de agosto. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).