Um abaixo-assinado português contra o acordo ortográfico circula desde sexta-feira na internet, assinado personalidades ligadas à cultura, política e economia, que acusam iniciativa de ser "mal concebida" e "desnecessária".
Os participantes afirmam que o acordo ortográfico "não tem condições" para servir de base a qualquer proposta normativa, descrevendo o projeto como uma "reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor e nas suas prescrições atentatória da defesa da língua"
– Reforma não só desnecessária, mas perniciosa e de custos financeiros não calculados – afirmam os autores do abaixo-assinado.
O Parlamento português debate em 15 de maio a proposta de resolução do governo que contribuirá para a ratificação do acordo ortográfico em Portugal.
O abaixo-assinado cita como "inaceitável" a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes "mudas", lembrando que muitas são lidas ou têm valor etimológico indispensável.
Além disso, contestam o caráter "facultativo" que o texto do acordo prevê para vários casos. O grupo pede ainda que sejam estabelecidas "regras claras" para a integração das palavras de outras línguas dos países africanos de língua oficial portuguesa, Timor Leste e de outras regiões onde se fala o português.
Outra proposta é que a transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português se façam segundo as normas científicas internacionais.
O documento em defesa da língua portuguesa foi enviado ao presidente português, Aníbal Cavaco Silva, ao presidente Parlamento, Jaime Gama, e ao primeiro-ministro, José Sócrates.
Portugueses contrários ao acordo ortográfico
Um abaixo-assinado português contra o acordo ortográfico circula desde sexta-feira na internet, assinado personalidades ligadas à cultura, política e economia, que acusam iniciativa de ser "mal concebida" e "desnecessária". (Leia mais)
Segunda, 05 de Maio de 2008 às 12:08, por: CdB