Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Portugal tem novo premier

Sábado, 10 de Julho de 2004 às 18:01, por: CdB

Pedro Santana Lopes, o prefeito conservador de Lisboa, do Partido Social Democrata (PSD, centro-direita), principal formação no poder, convocado para formar o novo gabinete em Portugal, realizará, aos 48 anos, a ambição de aceder aos postos mais altos do governo.

Chamado de "populista" por seus próprios partidários da velha guarda, conta com o apoio firme da jovem geração do PSD.

Antes de saber se seria nomeado primeiro-ministro, declarou semana passada à TV pública que queria "pessoas com idéias novas" no seu gabinete.

Orador temível, dotado de uma sólida dose de ironia, sempre sedutor, ele se destaca tanto nos debates no Parlamento quanto na televisão.

Nascido em Lisboa, Pedro Santana Lopes foi para o PSD em 1976 quando ainda era estudante de direito, num período agitado da vida portuguesa, instaurado com a "Revolução dos Cravos" de abril de 1974.

Entrou na política como assessor jurídico do então premier Francisco Sá Carneiro, líder do PSD, morto tragicamente em 1980 num acidente de avião.

Eleito deputado aos 24 anos, reeleito em 1985, fez parte do primeiro grupo de deputados portugueses, em 1987, no Parlamento Europeu.

Em 1990, tornou-se secretário de Estado de Cultura no governo de Anibal Cavaco Silva, deixando o governo dois anos mais tarde, devido a divergências com o premier.

Presidente efêmero do Sporting Portugal (1995), um dos dois grandes clubes de futebol da capital, Pedro Santana Lopes foi também prefeito de Figueira da Foz, um baluarte socialista do litoral.

No final de 2001, conquistou a prefeitura da capital, derrotando o prefeito socialista João Soares.

Divorciado, pai de cinco filhos, fruto de três casamentos, Pedro Santana Lopes aparece regularmente nas revistas de celebridades, ao lado de modelos femininas e do jet-set local.

- Prefiro ser considerado um Don Juan do que um Dom Quixote - afirmou recentemente.

Ele substituirá o então primeiro-ministro José Manuel Durão Barroso, nomeado presidente da Comissão Européia.

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