Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Portugal quer maior coordenação de países lusófonos na ONU

Quinta, 14 de Abril de 2011 às 07:05, por: CdB

Embaixador Moraes Cabral diz que nações de língua portuguesa devem se esforçar para falar "a uma só voz" e votar juntas 'sempre que possível' nas eleições da organização.

José Filipe Moraes Cabral

Portugal está defendendo uma maior aproximação dos países de língua portuguesa nas Nações Unidas. Segundo o embaixador português, José Filipe Moraes Cabral, os oito países lusófonos poderiam começar a falar "a uma só voz" em grandes reuniões da organização, como por exemplo, em debates da Assembleia Geral.

Nesta entrevista à Rádio ONU, Moraes Cabral tomou como exemplo, os países nórdicos que costumam discursar em um só grupo. Segundo ele, o mesmo poderia acontecer com os oito membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, em comunicados na ONU.

Bloco Eleitoral

"Por que que a presidência da Cplp não fala em nomes dos oito Estados-membros da Cplp? Os países nórdicos o fazem. Um outro domínio, seria uma articulação e coordenação dos oito países de língua portuguesa na forma como votam em muitas das eleições das Nações Unidas. Se os países de língua oficial portuguesa apresentarem-se como um bloco eleitoral, quando isso é possível, eu acho que é isso é muito significativo, em termos de capacidade de afirmação da Cplp na Nações Unidas", explicou.

Em 2008, o governo de Portugal iniciou com o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa um plano de ação para promover o idioma em organizações internacionais, incluindo a ONU.

Na época, Portugal ocupava a presidência rotativa da Cplp. A proposta foi confirmada dois anos depois por Angola, que detem a presidência atual, durante um encontro, em março passado, com os oito países-membros do bloco no Brasil. O documento ficou conhecido como Plano de Ação de Brasília.

Tags:
Edições digital e impressa