Entre as principais causas apontadas pelos especialistas para o recuo da participação norte-americana na compra de produtos brasileiros, relacionam-se, óbvia e principalmente, a crise financeira internacional vivida pela economia dos Estados Unidos desde 2008.
Depois, como segunda e terceira principais responsáveis por esta queda, apontam a valorização do real e à mudança na nossa pauta de exportações, agora mais voltada para commodities (leiam, também, o post acima "O que mr. Obama traz em sua bagagem?").
Explicações à parte, ficam questões tais como: de que jeito vamos aumentar Nossas exportações para lá? O que traz Obama em sua bagagem para ampliar o comércio Brasil-EUA e as relações nestas áreas de tecnologia, meio ambiente, energia e petróleo que diz serem prioritárias para ele na visita?
Aferrados ao protecionismo
Como conseguir isto sem que os EUA abandonem sua posição tão aferrada ao protecionismo, sem derrubem as barreiras comerciais que tanto afetam nossas exportações? O que o presidente Obama traz na sua bagagem, efetivamente, de propostas para a melhoria das relações entre os dois países?
Sim, porque Tio Sam gosta muito de cobrar fim de subsídios - e reclamar nos foros internacionais, principalmente na Organização Mundial de comércio (OMC) - mas não recua um milimetro, ou um centil nas gordas vantagens que oferece nessa matéria a seus produtores.
Ainda em dezembro pp. seu Congresso (Câmara de Representantes e Senado) prorrogou por mais um ano, até dezembro próximo, os subsídios concedidos aos produtores e empresas que utilizam seu etanol. Mr. Obama traz garantias de que isto vai mudar?
Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026
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