Inicialmente os Estados Unidos começaram a organizar a ofensiva contra o Iraque alegando a certeza de que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa. Tony Blair, primeiro-ministro da Inglaterra, e incontestável parceiro de Bush, chegou a exibir um relatório de um especialista britânico afirmando que o ditador iraquiano poderia, em 45minutos, lançar armas com ataques químicos ou biológicos. Desenvolvendo um novo conceito, o de "ataque preventivo", a coalizão invadiu o Iraque para que Saddam fosse controlado e retirado dele essas tais armas, que poderiam ser perigosas para o "mundo todo", segundo Bush. Contudo, após a invasão, esse argumento acabou caindo por terra, pois não foi achada nenhuma arma de destruição em massa ou de origem biológica.
Especulações sobre os desejos de Bush de dominar o petróleo dos iraquianos (segunda maior reserva do mundo, ficando atrás apenas da Arábia Saudita) e de destituir Saddam do poder, como seu pai queria na Guerra do Golfo e não obteve resultado, são comuns nas análises dos especialistas, visto que até agora não há uma razão realmente sustentável para a invasão ao país.