Estados e municípios não precisam esperar a reunião convocada pela presidenta Dilma Rousseff para discutir amanhã, com parte de seu ministério, as modificações no sistema nacional de Defesa Civil (leia, também, post abaixo).
Pelo contrário, podem e devem começar a fazê-lo já, no âmbito de suas atribuições, porque o sistema precisa ser instalado imediatamente onde não exista ou reformulado onde houver. Até porque levantamento indica que apenas 1 de cada 5 municípios tem Defesa Civil.
O que se vê ante as tragédias provocadas pelas chuvas na serra fluminense (635 mortos), em São Paulo (24 mortos), Minas (81 municípios em estado de calamidade) é que, mesmo onde existe, não temos um serviço de defesa civil digno deste nome. O que aliás é reconhecido pelo próprio governo em documento encaminhado à ONU e que se tornou público a partir do fim de semana.
Coordenação nos socorros e mais dinheiro
Nosso apoio e torcida, portanto, pelo êxito da reunião parcial do ministério com a presidenta da República amanhã, convocada com esse fim, e que as discussões resultem, realmente, conforme programado na agenda, em alterações no nosso sistema nacional de Defesa Civil, com a criação do sistema nacional de alerta e prevenção de desastres e calamidades públicas.
A reunião de amanhã deve sacramentar, também, a decisão da presidenta de estabelecer imediatamente um comando unificado para atuar no resgate de corpos e no atendimento a vítimas, feridos, desabrigados e desalojados em catástrofes como as das últimas semanas no país.
A idéia é que esse comando funcione no Ministério da Integração Nacional, em parceria e contando com a coordenação do Ministério da Defesa. O Exército, aliás, já começou essa atuação e no fim de semana seus helicópteros participaram do salvamento de uma centena de pessoas localizadas em situação mais crítica da serra fluminense.
Por mudanças na Defesa Civil imediatamente
Segunda, 17 de Janeiro de 2011 às 10:05, por: CdB