A demissão do Sidney Rezende da CBN não deve ser considerada apenas como um sentimento de perda.
É preciso se saber o porquê.
Por que uma rádio preocupada com audiência demite alguem que garante audiência ?
Não acredito nesse tipo de autosacrifício.
Aí tem truta.
Há seis anos, com ligeira diferença de intervalo, a mesma Mariza Tavares cometeu duas demissões - a minha e a da Maria Lydia.
Um colega de João Pessoa escreveu, ainda no calor da demissão, que no meu caso a coisa era política e estava ligada ao então candidato a governador Paulo Maluf.
E Sidney Rezende ?
Sugiro que, na falta de maiores explicações de Marilza, o Portal da Imprensa pergunte ao Heródoto Barbeiro, que articula e sabe muito mais do que se pensa fora da CBN, embora sempre saiba se proteger. Nem que seja só para falar como jornalista, já que fazia dobradinha com Sidney Rezende, o verdadeiro criador da CBN.
Em todo caso, o Comunique-se, o Portal da Imprensa e outros órgãos de informação dedicados aos jornalistas, assim como a Fenaj, não devem tolerar a repetição desses tipos de demissões relâmpagos (a minha foi por telefone) com efeito imediato.
Isso é um desrespeito à nossa profissão, que só desvaloriza, por fatla de respeito ético e pela falta de garantia aoseu exercício.
É necessário que nós jornalistas, embora nossa profissão seja extremamente individualista, possamos ter um mínimo de mobilização para exigir do patrão respeito e pelo menos três meses para ter efeito a demissão.
Esperamos que o Sindidato dos jornalistas do Rio também se manifeste. A liberdade de imprensa, para que funcione e não seja uma mera expressão sem valor, exige a garantia de emprêgo e o respeito profissional aos jornalistas que exercem na linha de frente, sujeitos aos maus humores de políticos ou de testas de ferro de patrões.