Rio de Janeiro, 10 de Maio de 2026

Por aí... na cidade

Paulo José, um dos maiores atores do cinema brasileiro, ganha uma mostra no CCBB com parte de sua filmografia. Programa imperdível enquanto vemos os filmes nacionais recentes naufragarem no gosto do público, da crítica e de qualquer outra coisa pensante. (Leia muito mais)

Quinta, 08 de Setembro de 2005 às 21:30, por: CdB

Começou essa semana no CCBB uma mostra dedicada ao ator Paulo José. Sem dúvida um dos maiores atores do cinema Brasileiro, Paulo José deu a sorte de ter trabalhado em uns dos melhores filmes feitos em talvez umas das mais férteis épocas da nossa cinematografia. Trabalhou com Domingos de Oliveira, Joaquim Pedro de Andrade, Júlio Bressane, Luis Sérgio Person, Maurice Capovila, Walter Hugo Khouri, Hector Babenco, entre outros.
 
Vale uma ida ao CCBB, que exibiu também, recentemente, os muito falados e pouco vistos filmes do Grupo Dziga Vertov. A coluna admite aqui um erro terrível em ter omitido esse evento em suas edições anteriores. Quem viu gostou, ou pelo menos matou a vontade de ver filmes do Godard que não estão disponíveis em lugar nenhum. Ah sim, e Carta para Jane é um grande filme (mais pela proposta do que pelo discurso). Sem dúvida nenhuma um cinema de invenção, politicamente datado mas esteticamente eterno.
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Como foi prometido há tempos atrás, algumas linhas sobre Eu sou Charlotte Simmons, último livro do Tom Wolfe lançado pela editora Rocco.
 
Por que aquele livro foi escrito? Elementar, todo mundo chega numa idade em que a juventude parece ser um tesouro a ser redescoberto. Tom Wolfe aborda a juventude mais óbvia possível, e da forma mais óbvia. Personagens que não trazem nada realmente reflexivo, apenas uma comprovação: a juventude americana é mesmo careta. Até mesmo quando não é. Ah sim, e óbvia. Mais óbvio que isso... só a narrativa mesmo. Será que não foi dito óbvio o suficiente? Então, la vai: Charlotte Simmons é um mar de obviedade... óbvio!
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E finalmente, domingo tem show do Los Hermanos no Claro Hall. A banda faz o lançamento de seu último disco, 4. Ao que tudo indica, esse é o disco mais maduro da banda. E ao que tudo indica, esse é o mais forçado também. Mas a banda conseguiu instituir um carisma pouco comum em bandas de sua geração. Um tipo de carisma relativamente parecido com o público do Rappa. Não por acaso, as duas bandas são as de maior personalidade das surgidas ou estouradas no final dos anos 90 para cá. O show do Los Hermanos promete.

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