O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi absolvido, na quarta-feira, das acusações de que teria usado um lobista (Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior) para pagar contas pessoais. Com 40 votos a favor, o plenário do Senado rejeitou o projeto de resolução que pedia a cassação. Para ser cassado, Renan precisaria ter recebido 41 votos contrários, ou favoráveis à perda de mandato.
Neste primeiro processo, Renan era acusado de ter utilizado recursos da construtora Mendes Júnior para pagar despesas pessoais, como aluguel e pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.
Na semana passada, o Conselho de Ética do Senado aprovou o relatório dos senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES) que recomendava a cassação do mandato de Renan por quebra de decoro parlamentar.
No relatório, Serrano e Casagrande apontaram oito razões para o peemedebista perder o mandato. Entre elas, o fato do senador ter usado lobista da empreiteira para intermediar o pagamento de pensão alimentícia à jornalista e, também, não conseguir comprovar que tinha recursos suficientes para pagar o benefício.
Apesar da vitória no plenário do Senado, o peemedebista ainda vai responder por mais três processos no Conselho de Ética da Casa. A expectativa agora é que Renan seja pressionado pelo Planalto a deixar a presidência do Senado para se defender das demais acusações.
Em uma delas, ele teria beneficiado a empresa Schincariol junto ao INSS e grilado terras em Alagoas junto com seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL). Em outra, Renan teria usado laranjas para a compra de rádios e de um jornal em Alagoas. Na última, o senador integraria um esquema de desvio e lavagem de dinheiro em ministérios chefiados pelo PMDB.