Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

População se manifesta contra apagões e aumento da tarifa de energia

Terça, 28 de Junho de 2011 às 12:50, por: CdB

Munida de velas acesas, a população da RepúblicaDominicana irá às ruas amanhã (29) e no dia 30 em protesto contra os constantesapagões e o aumento da tarifa paga pela energia elétrica. A manifestação foiconvocada pela Fundação Justiça e Transparência (FJT).

De acordo com o presidente da FTJ, TrajanoPotentini, o objetivo do protesto é fazer com que autoridades do setor elétricoe governo tomem atitudes concretas para enfrentar a crise energética que seconfigura no país.

Potentini teceu críticas ao vice-presidenteexecutivo da Corporação Dominicana de Empresas Elétricas Estatais (CDEE), CelsoMarranzini, acusando-o de fazer promessas vazias "carentes de vontade paracorrigir os grandes males que persistem na Corporação Dominicana de EmpresasElétricas Estatais, e que hoje, sob sua administração, têm se aprofundado,encurralando cada vez mais o povo dominicano em um beco sem saída que erosionae lesa os bolsos das grandes maiorias”.

Na opinião de Potentini, a gestão de Marranzini naCDEE é "funesta” para a República Dominicana. O líder pontua que, apesar dosubsídio de mais de 750 milhões de dólares anuais e da subscrição e vigência decontratos "exagerados”, os preços pagos pela energia são mais que o dobro damédia internacional.

Ele citou o pagamento de mais de 400 milhões dedólares pelo Estado dominicano ao setor empresarial energético, o que considerouum esquema "lesivo e insustentável para o país”, uma vez que essa estruturavisaria apenas o lucro, mercantilizando a energia, em prejuízo da economianacional.

Apagões

Desde o mês de abril deste ano, os dominicanos vêmsofrendo constantes cortes de energia elétrica. Na última semana de abril,diferentes setores da capital, Santo Domingo, ficaram sem energia elétrica durantemais de 14 horas seguidas. Em bairros mais pobres como Villas Agrícolas, VillaJuana e San Carlos o apagão durou cerca de dois dias.

Odéficit de energia chegou a 400 megawatts no dia 28. A CCDEE alegou problemastécnicos, enquanto a imprensa local divulgou que a causa da crise seria aparalisação total ou parcial das 36 hidrelétricas do país, devido a uma forteseca.

Noinício deste mês, a situação voltou a se repetir. A estatal Edesur Dominicanainformou que devido a uma "saída inesperada” de unidades geradoras, foinecessário aumentar as interrupções do serviço de eletricidade em 72 circuitos– com isso, os setores classe A, que recebem 24 horas de luz, ficaram trêshoras sem energia, durante o dia 9. Os setores classe B recebem 21 horas deenergia; os classe C, 18 horas e os classe D, 14 horas.

Com informações de El Día.
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