Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

População de SP mais vulnerável ao HIV conta com serviço itinerante para fazer teste rápido

Sexta, 16 de Setembro de 2011 às 10:42, por: CdB

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A partir de hoje (16), a população mais vulnerável ao HIV conta com um serviço itinerante na capital paulista. Por seu intermédio, as pessoas poderão fazer um teste e receber o resultado em menos de uma hora. Em um primeiro momento, o programa Quero Fazer oferecerá o teste no Largo do Arouche, na região central da cidade, aos domingos, das 16h às 20h.

Executado pela organização não governamental Associação Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (Epah), o Quero Fazer tem o apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, do Departamento de DST/Aids e Hepatites do Ministério da Saúde, da Coordenação Estadual de DST/Aids de São Paulo e do Programa Municipal de DST/Aids. Os testes serão fornecidos pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o diretor do Quero Fazer, Beto de Jesus, o projeto objetiva levar os serviços para perto das pessoas mais vulneráveis ao HIV. O programa teve início em 2009 em Recife e, em seguida, foi levado ao Distrito Federal (2010) e ao Rio de Janeiro.

Segundo dados do Quero Fazer, nos dois primeiros anos foram feitos mais de 5 mil testes, superando a meta inicial de 4,7 mil. Do total, 2,7 mil pessoas disseram fazer parte do público-alvo do programa. A meta é fazer mais 10 mil testes entre 2011 e 2014, quando os programas municipal e estadual devem assumir a liderança do projeto e continuar as atividades.

Segundo o diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, o enfrentamento à doença chega a todos os níveis e o programa nacional só funcionou por causa da capilaridade do Sistema Único de Saúde (SUS) e da participação da sociedade civil.

De acordo com dados da Epah, baseados no Boletim Epidemiológico do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza anualmente 11 mi mortes por aids, o que corresponde a 20% do total de óbitos da América Latina.

Edição: João Carlos Rodrigues

Tags:
Edições digital e impressa