Rio de Janeiro, 20 de Outubro de 2026

População chilena realiza paralisação nacional de 48 horas com forte adesão de movimentos

Terça, 23 de Agosto de 2011 às 12:18, por: CdB

Apesarde rechaços por parte do governo chileno, mais de 80 organizações sociais jáconfirmaram participação nas mobilizações que acontecerão amanhã (24) equinta-feira (25) no país. Além das 48 horas de paralisação das atividadeslaborais, as organizações que convocam a atividade pedem para a população"parar o consumo por dois dias”.

Emcoletiva de imprensa realizada neste mês, Arturo Martínez, presidente daCentral Unitária dos Trabalhadores (CUT), afirmou que mais de 80 organizaçõessociais já aderiram à convocatória. Professores, estudantes, trabalhadores detransporte público, taxistas, funcionários públicos, defensores de direitoshumanos, indígenas, sindicalistas e ambientalistas são alguns dos grupos que jámanifestaram apoio à atividade.

"Seráuma grande paralisação nacional social de todos chilenos e chilenas, onde seexpressarão demandas de todos os setores sociais para que se respeitem osdireitos sociais e cidadãos e se reitere a necessidade de ter no país um novomodelo econômico, uma nova Constituição Política e um novo Código do Trabalho”,destacou.

Amobilização também se somará aos protestos realizados nos últimos meses pelosestudantes chilenos contra a mercantilização do ensino. A ideia, de acordo comMartínez, é promover uma ação de unidade no país com a participação de diversossegmentos da sociedade. "Esperamos que as autoridades respondam as demandas dostrabalhadores e das organizações sociais e iniciemos um debate sobre os temaslaborais e sociais”, comentou.

Aparalisação, entretanto, não é vista com bons olhos pelo Governo chileno. Noúltimo domingo (21), segundo informações de Cuba Debate, Andrés Chadwick,porta-voz do Governo, criticou a ação afirmando que as autoridades chilenasestão abertas ao diálogo e que a manifestação não ajudará na solução dosproblemas chilenos. "Resulta-nos incompreensível que em vez de optar peloscaminhos do diálogo e da unidade (...) chamem uma paralisação que o único quetrará é dano para Chile e problemas para os cidadãos”, destacou.

Deacordo com informações da CUT, as ações da paralisação nacional já começarão nanoite desta terça-feira (23), com um panelaço "pela igualdade social”. No dia24, as atividades – inclusive de transporte e comércio - serão paralisadas ehaverá protestos e assembleias em vários pontos do país. Para quinta-feira(25), estão previstas mais mobilizações e panelaços.

Nem um peso aocapital

Alémda paralisação laboral, chilenos e chilenas aproveitarão os dois dias paraprotestar contra o sistema capitalista. Para isso, as organizações sociaispedem à sociedade chilena que não faça compras ou realize transaçõesfinanceiras das 9h às 14h dos dias 24 e 25 de agosto. "Façamos sentir todonosso poder cidadão, sem violência, em só parar o consumo por dois dias”,demanda a convocatória.

Apoio do Cone Sul

Aparalisação nacional não recebe apoio apenas de organizações chilenas. A Coordenadorade Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), formada por sindicatos da Argentina,Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, divulgou um comunicado em que manifesta oapoio e solidariedade à luta chilena.

"Nãoexistirão condições para o desenvolvimento equitativo de nossos povos enquantonão se assegurem medidas de redistribuição da riqueza; a proteção, a garantia eo reconhecimento dos direitos fundamentais do trabalho: salário digno,negociação coletiva, liberdade sindical, direito à greve, garantias contra ademissão injustificada; o acesso à saúde e a uma educação pública de qualidadee à participação dos/as trabalhadores/as e da cidadania na discussão dosassuntos estratégicos para os/as chilenos/as”, apresentou.
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