Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

População carcerária aumentou cerca de 21 mil nos últimos dois anos

O número de presos no Brasil passou de 401.236, em 2006, para 422.373, em 2007. Para o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, Maurício Kuehne, o aumento é preocupante, porque o crescimento da criminalidade se reflete nos estabelecimentos penitenciários, que não dão conta da demanda. (Leia mais)

Domingo, 29 de Junho de 2008 às 10:22, por: CdB

O número de presos no Brasil passou de 401.236, em 2006, para 422.373, em 2007. Para o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, Maurício Kuehne, o aumento é preocupante, porque o crescimento da criminalidade se reflete nos estabelecimentos penitenciários, que não dão conta da demanda.

Segundo ele, os estados não conseguem acompanhar o ritmo de crescimento da população carcerária.

- As unidades da federação têm feito muitos esforços, têm investido grandemente na questão prisional, mas o aumento do número de vagas tem sido inferior a esse crescimento - destacou Kuehne.

De acordo com Kuhene, são vários os fatores que explicam o crescimento acelerado da população carcerária nos últimos anos, entre eles o aumento da criminalidade, uma maior eficiência do aparato policial repressivo e respostas judiciais mais rápidas aos processos que são submetidos à apreciação da autoridade judiciária.

- Isso traz um quadro de preocupação, porque não se está respondendo na mesma celeridade com a apreciação, digamos, agora, daqueles eventuais benefícios que os presos podem ter em termos de execução penal - ponderou.

Ainda segundo Kuehne, para criar mais vagas nos presídios, o Depen tem trabalhado, no âmbito do Programa Nacional de Segurança com a Cidadania (Pronasci), um plano diretor para que esse problema seja observado pelos sistemas penitenciários estaduais.

- Fizemos a metodologia desse plano diretor e todos os estados se comprometeram com a União no sentido de cumprir as metas contidas ali. Não basta criarmos vagas, temos também que criar as condições necessárias para que o preso não torne a reincidir. Para isso, precisamos ter órgãos da execução penal atuantes, um órgão de assistência ao egresso, um conselho de comunidade e uma formação adequada do pessoal penitenciário - concluiu.

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