Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

Poluição pode afetar atividade do coração

Segundo cientistas da Universidade de Harvard, em EE.UU., a exposição a pequenas partículas produzidas pela combustão de automóveis produz “mudanças preocupantes” nos eletrocardiogramas de pacientes cardíacos. (leia mais)

Quinta, 11 de Setembro de 2008 às 13:31, por: CdB

Segundo cientistas da Universidade de Harvard, em EE.UU., a exposição a pequenas partículas produzidas pela combustão de automóveis produz “mudanças preocupantes” nos eletrocardiogramas (ECG) de pacientes cardíacos.

O novo estudo, que aparece na revista Circulation, apóia essa conclusão e afirma que as mudanças no ECG são características de um pobre abastecimento de oxigênio ao coração.

Na pesquisa, os cientistas avaliaram durante dez meses eletrocardiogramas de 48 pessoas que haviam passado recentemente por internações devido a problemas cardíacos como infartos, angina ou agravamento de problemas coronarianos.

Os pacientes foram expostos a micropartículas produzidas na queima de combustíveis fósseis, como as que são produzidas por veículos automotores.

Evitar transito
 
A Associação Norte-americana do Coração recomenda que alguns pacientes cardíacos, particularmente os que sofreram algum ataque cardíaco, evitem dirigir por dois ou três meses após receberem alta no hospital. Também aconselham que evitem dirigir quando há trafego intenso, devido ao estresse de que este provoca.

- Nosso estudo oferece fundamentos adicionais para evitar ou reduzir a exposição ao tráfego de veículos depois de deixar o hospital – afirma a doutora Diane Gold, que dirigiu o estudo.

- E isto inclui também aqueles que não tiveram um ataque cardíaco, já que a exposição ao tráfego envolve tanto a contaminação, quanto o estresse – acrescenta.

Ela disse que mais estudos são necessários para analisar os mecanismos por trás da anomalia no ritmo cardíaco associada à poluição, observada no estudo. Mas afirma que a explicação mais provável é o abastecimento inadequado de sangue ao coração ou a inflamação do músculo cadíaco.

- Existem muitas informações que demonstram se o paciente vive em uma zona contaminada, terá mais probabilidade de sofrer de enfermidades cardiovasculares - assinala David Newby, professor de cardiologia da Uinversidade de Edimburgo.

- Nesse estudo, os níveis de contaminação não eram muito altos e, ainda assim, os investigadores notaram as mudanças – explica.

- Isso demonstra que devemos nos esforçar para reduzir a contaminação do meio ambiente – acrescenta.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cada ano ocorrem 3.000.000 de mortes por causa da poluição do ar.

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