Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2026

Poluição faz paulistano "fumar" até quatro cigarros ao dia

A cidade de São Paulo está em estado de alerta pelo terceiro dia consecutivo, por conta da baixa umidade do ar e a concentração de poluentes, com isso, os paulistanos têm sentido os efeitos e lotado as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais estaduais em busca de auxílio para problemas respiratórios. (Leia Mais)

Sexta, 30 de Março de 2007 às 09:21, por: CdB

A cidade de São Paulo está em estado de alerta pelo terceiro dia consecutivo, por conta da baixa umidade do ar e a concentração de poluentes, com isso, os paulistanos têm sentido os efeitos e lotado as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais estaduais em busca de auxílio para problemas respiratórios.
 
A concentração da poluição no ar, que pode ser notada a olho nu, faz com que o paulistano inspire uma quantidade de partículas tóxicas que equivalem ao consumo de até quatro cigarros ao dia. É que diz o patologista Paulo Saldiva, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
 
- É um exemplo bastante palpável, para que as pessoas percebam o que estão respirando em um dia como esta sexta. A umidade no ar abaixo dos 30% provoca o ressecamento das vias respiratórias e agrava doenças crônicas como rinite e asma - diz.
 
Para ele, o exemplo deve ser analisado como um todo. - Fumar três ou quatro cigarros diários pode não levar uma pessoa à morte, mas certamente vai agravar outras doenças. Vale lembrar também que a poluição atinge a todos, como crianças, idosos e mulheres grávidas, o que torna a situação ainda mais crítica - diz.
 
Segundo a meteorologista Lucyara Rodrigues, do Centro de Gerenciamento de Emergências de São Paulo, a situação só deve melhorar na próxima semana, a partir de quarta-feira, quando estão previstas pancadas de chuva que ajudam a dissipar os poluentes.
 
- Este ano o período de chuvas terminou mais cedo, ainda no meio de março, o que colabora para que a qualidade do ar piore - explicou ela.
 
Precauções

O patologista Paulo Saldiva recomenda que as pessoas evitem exercícios físicos entre as 10h e as 17h e que, em casa, coloquem recipientes com água para aumentar a umidade.
 - Quem tem problema respiratório e tem a possibilidade de ficar em casa, deve fazê-lo. As pessoas devem evitar se expor, principalmente nos horários mais críticos - diz.
 
Para o patologista, nessa situação deveria se limitar o fluxo de veículos na cidade, principal fonte poluidora. - Não tem jeito. Não há investimentos do setor público e tudo o que se pode fazer são medidas paliativas para que as pessoas sofram menos. Porém, o que é preciso é combater as fontes poluidoras - avaliou.
 

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