Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Poloneses choram a morte de João Paulo II

Sábado, 02 de Abril de 2005 às 17:13, por: CdB

Poloneses choraram e rezaram em um luto silencioso depois que o papa João Paulo 2o., nascido no país, morreu no sábado. Sinos de igrejas tocaram por todo o país e na capital Varsóvia após o anúncio pelo Vaticano da morte do pontífice e guia espiritual da Polônia.

- É um choque terrível, eu não sei o que dizer. Ele significava tudo para nós - disse Maria Drapa, uma entre milhares de pessoas que estavam em vigília na cidade natal do papa, Wadowice.

Em Cracóvia, onde Karol Wojtyla começou sua ascensão ao posto máximo da Igreja Católica Romana quando foi ordenado bispo e onde muitos de seus amigos poloneses vivem, milhares ficaram em silêncio e muitos pessoas caíram de joelhos e choraram.

"Eu estou tomada de dor. Eu rezei dois dias e pensei que um milagre aconteceria, mas não aconteceu e agora nós podemos apenas chorar", disse Teresa Swidnicka.

O pontífice de 84 anos é reverenciado na Polônia por ter inspirado uma revolução pacífica que acabou com o comunismo e deu ao país da Europa Central uma condição internacional sem precedentes. Moscou dominou o país por meio século.

A primeira visita do papa à Polônia comunista aconteceu em 1979 e levou milhões de pessoas às ruas. Muitos acreditam que seus sermões desafiaram os governantes comunistas e contribuíram no ano seguinte para o nascimento do movimento Solidariedade, liderado pelo eletricista Lech Walesa, que se tornou presidente do país em 1989.

"Eu acho que nós devemos continuar descobrindo como o papa trabalhou para nós e como lutou por nós. Ele falou para nós por sua doença e por seu sofrimento até o fim", disse Walesa, agora ex-presidente da Polônia.

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