A verticalização, mantida para as próximas eleições por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta quarta-feira, não será contestada pelo partidos políticos. O PFL, PSDB, PMDB, PT e os presidentes da Câmara e do Senado foram unânimes em acatar a decisão que contraria a emenda constitucional promulgada pelo Congresso no início do mês.
A maioria dos dirigentes partidários que, há um mês, protestou contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de manter a verticalização, agora se conformou com a sentença do órgão máximo do Poder Judiciário no país. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), chegaram até a cogitar a edição de uma nova emenda constitucional. A verticalização só foi mantida porque o Supremo entendeu que a regra estava sendo mudada no meio do jogo. A Constituição determina que as normas eleitorais têm de ser aprovadas até um ano antes do pleito.
Os políticos contrários a verticalização concluíram que uma emenda constitucional agora soaria fortemente casuísta e poderia prejudicar, ainda mais, a imagem do Congresso. A resignação também acontece porque a derrubada da regra sempre foi considerada incerta.