Segunda, 02 de Setembro de 2013 às 08:57, por: CdB
Itamaraty prometeu inquérito sobre entrada de Molina no Brasil
O advogado de defesa do senador boliviano que fugiu da embaixada do Brasil em La Paz, Roger Pinto Molina, de 53 anos, tirou o parlamentar de Brasília e, segundo fonte ou vida pelo Correio do Brasil, estaria negociando o ingresso do fugitivo no Paraguai. Molina, que está desde este fim de semana em uma fazenda em Goiás, nos arredores da capital federal, deverá permanecer por lá até que o governo brasileiro defina a sua situação ou que consiga negociar um asilo junto ao governo paraguaio. O advogado Fernando Tibúrcio Peña disse que a medida é "uma tentativa de evitar a politização do caso", mas não comentou sobre as negociações com o país vizinho, para o qual pretende seguir viagem, caso o governo brasileiro resolva devolvê-lo ao país de origem, para cumprir pena por desvio de dinheiro público.
– O senador está bem de saúde e confiante que em breve a situação dele de asilado político será definida pelo governo brasileiro. Mas o que nos preocupa, e por isso ele ficará fora de Brasília por alguns dias, é a politização do caso, que pode atrapalhar o debate técnico e jurídico – argumentou.
O senador ficou até a última sexta-feira temporariamente em Brasília, na casa do advogado, no Lago Norte, um bairro nobre da cidade. Tibúrcio acrescentou que a expectativa é que nos próximos dias o governo defina o status de refugiado e conceda oficialmente o asilo político a Pinto Molina. Em seguida, segundo o advogado, o parlamentar pretende ir até o Acre, onde estão sua mulher e filhas. Há uma semana, Pinto Molina deixou a Embaixada do Brasil na Bolívia, onde ficou por 455 dias. A retirada do senador da embaixada pelo encarregado de Negócios (equivalente a embaixador provisório) naquele país, Eduardo Saboia, desencadeou uma crise política, levando à substituição do então chanceler Antonio Patriota por Luiz Alberto Figueiredo Machado.
Na Bolívia, Pinto Molina está ligado a vários episódios de corrupção e desvio de recursos públicos. Para as autoridades bolivianas, a saída de Pinto Molina do país foi uma fuga. O Ministério das Relações Exteriores informou hoje que, até o fim da noite passada, ainda não havia recebido uma requisição formal da Bolívia para o envio do parlamentar.
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