Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Política para o combate já está pronta

Terça, 14 de Dezembro de 2010 às 14:20, por: CdB

A presidenta da República que toma posse daqui a duas semanas, Dilma Rousseff, conforme deixou claro na campanha eleitoral, sempre esteve vigilante e consciente quanto a gravidade desse problema de expansão do crack, tanto do alastramento da droga, quanto da melhor política para combatê-lo. Em sua avaliação o êxito nessa empreitada depende tanto do papel da Polícia Federal (PF) quanto do apoio das famílias aos usuários (leiam post acima).

“O crack tem um poder muito grande de dissolver a família e de comprometer a capacidade dos jovens tanto no estudo como no lazer. Por isso, o tratamento tem que ser expandido”, constatou Dilma durante a recente campanha. Por isso seu governo programa dobrar o número de leitos para tratamento de dependentes químicos nos hospitais gerais do país. Essa é uma das primeiras ações previstas no Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack, que dispendeu R$ 410 milhões já neste ano.

Deste valor, R$ 90 milhões foram usados para ampliar o número de leitos nos hospitais de 2,5 mil para cinco mil.O Ministério da Saúde pretende promover a transformação dos 110 centros especializados em álcool e drogas existentes em municípios com mais de 250 mil habitantes, em centros com funcionamento nas 24 h do dia.

100 mil profissionais serão treinados para o combate


Pelo programa já elaborado, haverá treinamento de 100 mil profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social para atender os dependentes e a famílias e alertar sobre os riscos de uso da droga. Com essa política, o futuro governo programa intensificar o combate às drogas em todo o país, principalmente com relação ao crack.

A política da presidenta neste sentido articula-se em torno de três pontos: prevenção, tratamento e policiamento de fronteira. A presidenta defende, também, a construção de uma rede de atendimento, com enfermarias especializadas nos hospitais gerais, clínicas para usuários e comunidades terapêuticas credenciadas pelo Ministério da Saúde.

Um dos principais pontos de combate às drogas, segundo ela, é a vigilância das fronteiras. Dilma destacou a importância do uso da informação integrada entre PF, Polícia Rodoviária Federal, Forças Armadas, Polícia Civil e Militar e também as autoridades municipais das regiões fronteiriças.

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