Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Política para investimentos na produção

Terça, 18 de Janeiro de 2011 às 10:05, por: CdB

Os números do balanço de investimentos externos diretos (IED) no Brasil no ano passado, contidos no relatório Global Investment Trends Monitor da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) são excelentes, mas exigem do governo e do empresariado brasileiro uma articulação política.

Só com ela será possível canalizar estes investimentos para o setor produtivo e para a incorporação de tecnologia agregando valor a nossa cadeia industrial e aumentando nossa competitividade e produtividade.

Não basta receber US$ 30 bi ou US$ 50 bi de IED...É preciso e fundamental canalizá-los para os objetivos centrais de nossa política de desenvolvimento nacional. Nesse sentido, são muito bem vindas  as declarações do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, sobre a defesa da indústria nacional do dumping chinês na área dos calçados.

À saída da Feira Couromoda, em São Paulo, num tom direto e objetivo o ministro disse o que todos queremos ouvir: competição sim, mas dumping e concorrência desleal, não. O setor calçadista se vê às voltas com esse problema da concorrência chinesa, que inunda o nosso mercado com calçados como se viessem de outros países.

Pelos dados do relatório o investimento estrangeiro direto no Brasil cresceu 16,3% em 2010 em comparação com 2009. Nosso país recebeu US$ 30,2 bi no ano passado, o maior volume de inversões estrangeiras diretas entre os países da América Latina. E o que é melhor: pelo 4º ano consecutivo.



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