O ministro do Trabalho e Emprego, Jaques Wagner, afirmou nesta quarta-feira, diante de uma platéia de juristas, advogados e magistrados, que, no Governo Lula, a política não se submeterá à economia. "Para mim, a economia tem que ser ferramenta. Não pode reger o comportamento das pessoas e da política", afirmou o ministro em palestra sobre a modernização da legislação trabalhista, nesta quarta-feira no Fórum Internacional sobre Flexibilização no Direito do Trabalho, realizado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). "Tudo é uma questão de encontrar o ponto de equilíbrio entre capital e trabalho. É preciso buscar, como diz minha esposa, que é enfermeira, uma posologia para o mercado", acrescentou. Jaques Wagner afirmou que a reforma trabalhista que será debatida no Fórum Nacional do Trabalho, a ser criado em maio pelo governo, deve passar por uma ampla alteração na estrutura sindical e propiciar a criação de medidas efetivas de geração de emprego. O debate no Fórum Nacional do Trabalho será feito seguindo o modelo tripartite, em que, além das associações de trabalhadores e de empresários, será participante o poder público. "O governo é simpático à idéia de que o Executivo não participe sozinho da terceira ponta, mas que o Judiciário, o Legislativo e também o Ministério Público dêem sua contribuição", afirmou.
Política não vai se submeter à economia no Governo Lula, diz ministro
Quarta, 09 de Abril de 2003 às 15:38, por: CdB