Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Política econômica tende a ser mais conservadora, segundo Meirelles

Meirelles tem destacado a necessidade de se adotar “metas fiscais realistas e que sejam cumpridas para que o país saia da crise”

Domingo, 08 de Maio de 2016 às 13:34, por: CdB

Meirelles tem destacado a necessidade de se adotar “metas fiscais realistas e que sejam cumpridas para que o país saia da crise”

 
Por Redação - de São Paulo
  O passo primordial neste momento para colocar o país novamente em rota de crescimento é "estabelecer uma trajetória sustentável para as contas públicas, eliminando qualquer percepção de risco de insolvência”. A assertiva partiu do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que tem convite aceito para assumir o Ministério da Fazenda após consolidado o golpe de Estado, em curso no país, comandado por Michel Temer, comandante da iniciativa golpista. O texto foi publicado, neste domingo, na coluna que mantém no diário conservador paulistano Folha de S.Paulo. Meirelles tem destacado a necessidade de se adotar “metas fiscais realistas e que sejam cumpridas para que o país saia da crise”.
HenriqueMeirelles-RepWeb.jpgHenrique Meirelles é ex-presidente do Banco Central e deverá assumir o Ministério da Fazenda, após consolidado o golpe de Estado, em curso no país
"Com ações efetivas apontando tendência mais virtuosa e consolidada do endividamento público, haverá redução nos custos e aumento da confiança e dos investimentos, que também serão estimulados com reformas que melhorem o funcionamento da economia", escreveu ele na Folha, acrescentando que há "demanda e ampla disponibilidade de capital, por exemplo, para investimentos privados em infraestrutura, desde que em condições adequadas". No texto publicado neste domingo, Meirelles ponderou, contudo, que "é importante ter em mente que não há soluções fáceis e instantâneas".

Denúncias sem provas

O mesmo diário paulistano publica que o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht relatou a policiais federais e procuradores da operação Lava Jato que o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, eram responsáveis por cobrar doações para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014. A publicação traz que o empreiteiro disse que ele, Coutinho e Mantega dividiam a tarefa de obter o compromisso de doações entre empresários que tinham financiamento do BNDES para projetos no exterior. As declarações são uma tentativa de fechar acordo de colaboração com o qual consequiria benefícios, como redução de pena, diz o jornal. Procurados pela reportagem da Folha, o presidente do BNDES e o ex-ministro da Fazenda afirmaram que "nunca" trataram de doações para campanhas eleitorais. Coutinho disse em nota que "este tema (as doações) jamais foi abordado durante qualquer contato com executivos da Odebrecht ou de qualquer empresa", enquanto Mantega, por meio de seu advogado, afirmou que "jamais tratou de assunto de campanha de quem quer que seja" e que "rechaça essa insinuação.
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