Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Policiamento é reforçado na Vila Cruzeiro após tiroteio

Policiamento na Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, foi reforçado nesta segunda-feira, após uma policial ter sido morta a tiros neste domingo. Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), uma varredura foi feita na região para buscar os suspeitos envolvidos com o crime.

Segunda, 03 de Fevereiro de 2014 às 10:22, por: CdB
policia.jpg
Policiamento na Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, foi reforçado nesta segunda-feira
Policiamento na Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, foi reforçado nesta segunda-feira, após uma policial ter sido morta a tiros neste domingo. Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), uma varredura foi feita na região para buscar os suspeitos envolvidos com o crime. Alda Rafael Castilho foi enterrada nesta segunda, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste. Ela foi baleada na barriga durante patrulhamento na Estrada José Rucas, na comunidade Parque Proletário. Na ocasião, três pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, na Zona Norte. Segundo a polícia, o soldado Marcelo Gilliard, baleado na coxa, foi avaliado, medicado, teve quadro clínico estabilizado e será transferido para o Hospital Central da Policia Militar, fora de perigo. Uma mulher, identificada como Elaine Marques, também baleada na cabeça, passou por cirurgia na noite de domingo, e seu estado era grave. O marido dela, Antonio Marcos Travesso, foi medicado e recebeu alta. A Divisão de Homicídios investiga a morte. Uma perícia foi feita no local e a polícia aguarda a liberação médica das vítimas para que elas possam prestar depoimento. Outras testemunhas também serão ouvidas. O projeto de Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), iniciado em 2008 pela Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro com o objetivo de devolver a segurança aos moradores da cidade, vem enfrentando uma série de problemas, principalmente após novembro de 2013. De lá para cá, o número de registros de tiroteios e ataque a sedes de UPP nas comunidades passou de 10, como contabilizou o portal G1, de dezembro e janeiro. Assessoria de imprensa das UPPs informou que as unidades “não estão em crise”. O Instituto de Segurança Pública (ISP) não divulgou o número de ocorrências nos últimos dois meses. Um suspeito foi detido na sexta-feira, por arremessar coquetéis molotov no terreno que abriga a UPP e a delegacia do conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio. Na mesma comunidade, na última quarta-feira, um tiroteio assustou moradores e um policial da UPP morreuapós ser baleado em uma troca de tiros em novembro de 2013. Em janeiro, a UPP Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, Zona Sul do Rio, teve dois tiroteios. Ainda na Zona Sul, a Rocinha teve outra troca de tiros na segunda-feira. Na manhã do Natal de 2013, disparos assustaram moradores na favela na localidade Largo do Boiadeiro. No início de dezembro, um confronto de aproximadamente 12 horas deixou cinco pessoas feridas, dois policiais e três moradores, na comunidade. Também em dezembro, um policial militar foi baleadodurante troca de tiros na Rocinha. De acordo com a assessoria de imprensa das UPPs, as ocorrências relacionadas aconteceram porque os policiais que patrulham as áreas pacificadas se deparam com focos de resistência de traficantes que querem retomar os territórios hoje sob controle do estado. A assessoria disse ainda que o policiamento foi reforçado nas áreas citadas com policiais de outras UPPs e do Batalhão de Choque para garantir a paz de moradores e comerciantes. Em dezembro de 2013, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou, em entrevista exclusiva ao portal G1, que ainda não havia motivos para comemorar [as UPPs] e que toda resistência encontrada pela polícia em locais que eram considerados grandes redutos do tráfico será enfrentada com extremo rigor. O secretário ainda admitiu a possibilidade de superar a meta inicial do programa, que era de 40 UPPs.
Tags:
Edições digital e impressa