O policiamento foi reforçado no Morro da Coroa, no Catumbi, na Zona Norte do Rio. Cerca 50 homens de outras Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) se revezaram em turnos. O comandante das UPPs, coronel Robson Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira que o ataque de bandidos com granadas, que terminou com três policiais militares feridos, foi uma fatalidade.
O policiamento foi reforçado no Morro da Coroa, no Catumbi, na Zona Norte do Rio. Cerca 50 homens de outras Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) se revezaram em turnos. O comandante das UPPs, coronel Robson Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira que o ataque de bandidos com granadas, que terminou com três policiais militares feridos, foi uma fatalidade.
– Foi uma fatalidade. Os policiais militares agiram corretamente. Eles atenderam ao chamado de moradores, que disseram que traficantes estavam numa casa da comunidade. Eram dez policiais e três bandidos, que muito provavelmente seriam presos. No desespero, de forma ousada, eles jogaram uma granada que explodiu próxima do nosso policial.
Não foram registrados novos conflitos na comunidade desde a tarde de sábado. O soldado Alexander de Oliveira, de 26 anos, teve a perna direita amputada, ainda pode perder a esquerda em decorrência dos ferimentos, e continua internado em estado gravíssimo no hospital da corporação, no Estácio.
A granada foi lançada contra os policiais por suspeitos de tráfico de drogas, após uma troca de tiros. A corporação realizará um estudo com o objetivo de rever a ação realizada na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Coroa.
O tenente-coronel Wilman René Gonçalves, comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), informou que os policiais do seu batalhão chegaram a reforçar o patrulhamento no Morro da Coroa, logo após o confronto. Mas, segundo ele, o Bope segue apenas fazendo o policiamento do Morro da Mangueira, em São Cristóvão, na Zona Norte, onde será instalada a 18ª UPP da cidade.
Os outros dois policiais feridos apresentam ferimentos leves. Um deles, ferido no pescoço, continua internado no Hospital Central da Polícia Militar, e seu estado de saúde é estável. Já o outro foi liberado nesta segunda-feira.
A região recebeu a 15ª UPP já instalada no Rio, que foi inaugurada em fevereiro deste ano e conta com 203 policiais. O ataque surpreendeu até mesmo a polícia, já que, embora a venda de drogas ainda ocorra, ataques a policiais em comunidades pacificadas são pouco comuns. O objetivo do projeto, segundo o próprio secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, é a tomada do território e o fim do domínio de criminosos armados.
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