Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Policial que baleou integrante do MTST é transferido para presídio

O policial militar (PM) que baleou na quarta-feira Edilma Vieira dos Santos (36 anos), integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)

Quinta, 05 de Maio de 2016 às 08:22, por: CdB

O movimento informou ainda que o ataque ocorreu durante manifestação da Ocupação João Goulart, quando os integrantes estavam se dirigindo para a sede da prefeitura

Por Redação, com ABr - de São Paulo/Manaus:

O policial militar (PM) que baleou na quarta-feira Edilma Vieira dos Santos (36 anos), integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), foi transferido da Delegacia de Itapecerica da Serra para o Presídio Romão Gomes, que fica na Zona Norte da cidade de São Paulo. Preso em flagrante, o PM vai responder por tentativa de homicídio.

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O policial, que estava fora do horário de serviço, fez o disparo de dentro de um carro preto

O policial, que estava fora do horário de serviço, fez o disparo de dentro de um carro preto, no momento em que a militante participava de passeata, em Itapecerica da Serra, município que fica a sudoeste da Grande São Paulo. Ferida na barriga, ela foi operada e não corre risco de morte e nem terá sequelas, segundo nota do MTST.

O movimento informou ainda que o ataque ocorreu durante manifestação da Ocupação João Goulart, quando os integrantes estavam se dirigindo para a sede da prefeitura. No comunicado, o MTST disse que a agressão representa “ o clima de ódio e criminalização dos movimentos, insuflado de forma irresponsável pela direita brasileira e setores da mídia”.

Penitenciária de Manaus

Após cinco horas de negociação, detentos do Centro de Detenção Provisória Masculino, em Manaus, encerraram nesta madrugada a rebelião iniciada na noite da última terça-feira. Segundo a administração penitenciária, seis internos tomaram três agentes e uma enfermeira como reféns na área de triagem, que é um dos primeiros acessos do corredor do centro de detenção. Os internos renderam os funcionários com tesouras e objetos que encontraram na enfermaria e despejaram álcool em suas roupas.

O fim da rebelião foi negociado pelo secretário-executivo adjunto da Secretaria de Administração Penitenciária, Klinger Paiva, e pelo coordenador do sistema prisional, Lima Júnior, além de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas, Epitácio Almeida. Os reféns foram liberados e ninguém saiu ferido. A secretaria informou que os envolvidos foram levados a uma delegacia de onde serão transferidos para outra unidade prisional. Essa era a reivindicação deles.

Nesse mesmo presídio ocorreu uma fuga em massa na última segunda-feira, quando 39 detentos escaparam. Foi aberto um processo administrativo para apurar responsabilidades. Para o secretário de Administração Penitenciária, Pedro Florêncio, houve falha da empresa que administra o presídio.

– A fuga se deu exatamente não só porque tinha guarita descoberta. A fuga se deu porque a empresa trabalhou mal aqui dentro. Simplesmente não houve revista nesses dias. A cela está cheia de terra, logo, não foi fiscalizada – informou o secretário. Pedro Florêncio afirmou que a empresa pode receber uma multa, caso seja confirmada sua responsabilidade.

Em nota, a empresa disse que foi contratada para cuidar de uma unidade prisional construída com capacidade para 568 detentos, mas que hoje abriga em torno de 1.500. A empresa alega que “isso aumenta potencialmente os riscos”. Disse também “que trabalha com atenção redobrada e assim tem evitado fugas e outros problemas, levando em consideração que não é atribuição da empresa a segurança da unidade”.

Em relação à fuga, argumentou que, “caso houvesse contingente de policiais militares suficiente nas guaritas da muralha, poderia ter sido evitada”. As buscas aos fugitivos são conduzidas pelas polícias Civil e Militar.

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