Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Policial ferido em explosão pode ser ligado à milícia

A Polícia Civil vai investigar se o cabo da PM Braz Luís Oliveira, de 32 anos - que teve 80% do corpo queimado na explosão de uma bomba que destruiu seu carro, nesta terça-feira em Campo Grande -, tem ligação com a milícia controlada pelo ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, preso na penitenciária federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Em 2003, o policial recebeu uma moção do então vereador na Câmara. A explosão aconteceu na garagem da casa do PM.(Leia Mais)

Quarta, 12 de Maio de 2010 às 10:04, por: CdB

A Polícia Civil vai investigar se o cabo da PM Braz Luís Oliveira, de 32 anos - que teve 80% do corpo queimado na explosão de uma bomba que destruiu seu carro, nesta terça-feira em Campo Grande -, tem ligação com a milícia controlada pelo ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, preso na penitenciária federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Em 2003, o policial recebeu uma moção do então vereador na Câmara. A explosão aconteceu na garagem da casa do PM. O cabo faria "bico" como segurança na Barra da Tijuca.

Segundo o delegado da 35ª DP (Campo Grande), Fábio Barucke, foram encontrados na casa do PM munição para fuzil, uma touca ninja, espadas do tipo samurai e um revólver. Mesmo internado em estado gravíssimo, o cabo foi preso.

Ainda de acordo com o delegado, a principal suspeita é a de que a explosão tenha sido acidental. Agentes do Esquadrão Antibombas ficaram mais de cinco horas na garagem da casa do policial, tentando encontrar fragmentos de algum artefato. Foram recolhidos pilhas, fios e molas que estavam misturados a cinzas.

Policiais da Divisão de Homicídios (DH), que investigam o atentado contra o contraventor Rogério de Andrade em 8 de abril - quando um carro explodiu e matou Diogo Andrade, de 17 anos, filho do bicheiro -, também foram à casa do cabo Braz.

Os policiais também vão investigar se o explosivo usado é do mesmo tipo do que foi colocado sob o Toyota de Rogério. Além do atentado a bomba contra Andrade, um sargento da PM ficou ferido na explosão de uma granada em Bento Ribeiro, no dia 2 de outubro do ano passado. A polícia investiga agora se os três casos têm ligação.

Paralelamente à investigação da Polícia Civil, integrantes da corregedoria da PM estiveram no Hospital Rocha Faria, onde o PM recebeu os primeiros socorros. Os policiais da Corregedoria foram tentar apurar a informação de que o cabo Braz trabalharia, nas horas de folga, como segurança na Barra.

Tags:
Edições digital e impressa