Um policial costarriquenho matou três pessoas que deveria proteger dentro da embaixada do Chile no final da noite desta terça-feira. Depois dos crimes, cometeu suicídio. O ministro da Segurança, Rogelio Ramos, disse que a polícia entrou no prédio da embaixada e encontrou os corpos do sequestrador e de suas três vítimas, que incluíam o cônsul do Chile e o primeiro-secretário.
"Quando entramos, há poucos minutos, encontramos quatro mortos", disse Ramos, acrescentando que o policial, que aparentemente estava aborrecido por ter sido transferido de emprego, se matou com uma bala na cabeça.
O policial foi identificado como José Orlando Jimenez, de 54 anos. Ele chefiava a segurança na embaixada há cinco anos, mas fez 10 pessoas - uma mescla de diplomatas chilenos, autoridades e funcionários - reféns na tarde desta terça-feira.
Sete reféns conseguiram escapar da morte ao se trancarem em uma sala dentro da embaixada.
"Está claro que ele matou a tiros três pessoas e tentou atirar no restante, mas eles se refugiaram em uma sala. Ele tentou abri-la e, quando viu que não conseguiria, se matou", disse Ramos à Reuters.
Há tempos a Costa Rica vinha sendo considerada o país mais estável da América Central e é um destino turístico bastante popular, mas viu uma série de sequestros nos anos 1990. Eles incluíram o sequestro de duas européias na selva costarriquenha e outro caso, quando uma gangue armada sequestrou 18 juízes da Suprema Corte. As duas crises terminaram sem derramamento de sangue.