A Polícia e o Ministério Público (MP) investigam se o policial Ivan Raymundi Barbosa, preso por envolvimento com o contrabando no caso Lobão, usou celulares para ameaçar testemunhas interrogadas na CPI da Pirataria, em São Paulo.
A prisão do contrabandista Roberto Eleutério da Silva, o Lobão, revelou que membros da polícia civil colaboravam com a rede criminosa em São Paulo e na fronteira com o Paraguai, país onde Lobão comprava mercadorias.
O investigador Barbosa, que está preso por envolvimento com Lobão, é agora acusado de usar um celular para ameaçar testemunhas de sua ligação com o contrabandista.
De acordo com denúncia recebida pelo MP, a testemunha ameaçada é peça fundamental num esquema de corrupção que funcionava nas delegacias de Pirituba e Penha, em São Paulo.
Informações recebidas pelo MP indicam que Barbosa teve acesso ao depoimento desta testemunha - que tem sua identidade mantida em sigilo pela Justiça - e ligou para ela, pedindo que "não falasse demais".
A Polícia investiga se, de fato, houve essa chamada telefônica. Barbosa e outros 6 investigadores e três delegados estão presos acusados de envolvimento com o esquema Lobão.
Apesar das provas que indicam Lobão como chefe de um grupo de contrabando, em depoimento à CPI da Pirataria na Assembléia do Estado, Lobão, há uma semana, Lobão negou ter subornado policiais em quaisquer oportunidades. Lobão disse ainda que é apenas um comerciante e que trabalha somente com mercadorias com nota fiscal.