A PM informou que “não tolera desvios de conduta e atos como esse entristecem os quase 50 mil policiais militares honestos que combatem o crime diariamente”
Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro:
A Polícia Militar (PM) prendeu administrativamente dois policiais militares suspeitos de terem sequestrado e extorquido o lutador neozelandês de jiu-jitsu Jason Lee. O crime aconteceu no último sábado, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, quando o atleta retornava de uma competição em Resense, no sul do estado.
A Polícia Militar (PM) prendeu administrativamente dois policiais militares suspeitos de terem sequestrado e extorquido o lutador neozelandês
Os policiais do Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) estão à disposição da Corregedoria Interna da PM. De acordo com a assessoria de imprensa da corporação, o caso está sendo apurado e se alguma conduta inadequada for comprovada, os policiais serão submetidos a processo administrativo disciplinar e podem ser expulsos.
A PM informou que “não tolera desvios de conduta e atos como esse entristecem os quase 50 mil policiais militares honestos que combatem o crime diariamente”, diz a nota.
Por meio de sua rede social, Jason disse que os policiais o abordaram e o ameaçaram com prisão, caso ele não entrasse no carro da polícia. O neozelandês, que vive há 10 meses no Rio, contou ainda que os policiais o levaram a caixas eletrônicos, para que ele sacasse dinheiro e pagasse um suborno aos agentes. A Polícia Civil investiga o caso através da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat).
Estudante morto na UFRJ
O estudante Diego Vieira Machado, que teve o corpo encontrado no campus do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pode ter morrido de asfixia, de acordo com o resultado preliminar da necrópsia. Diego era gay, negro e natural do Pará e foi encontrado morto no dia 2 de julho, próximo à residência estudantil.
De acordo com o titular da Delegacia de Homicídios da Capital, Fábio Cardoso, a principal linha de investigação é que o crime foi motivado por homofobia. Ele acredita que o jovem morreu asfixiado após sofrer um golpe conhecido como mata-leão. “O corpo do Diego foi encontrado não com muitas lesões. Ele tinha lesões na face, algumas lesões internas e parte das costas. Mas algumas lesões muito internas foram detectadas, o que indicam essa dinâmica dele ter sido imobilizado com mata-leão no pescoço”, explicou.
Cardoso disse que ainda é preciso esperar o resultado da perícia para iniciar a busca aos suspeitos. “Nós temos que avançar mais para que a perícia seja concluída e aponte de forma precisa a causa mortis, para que possamos avançar mais e identificar o autor ou os autores desse homicídio covarde contra o Diego.”
Segundo o delegado, as mensagens de ódio contra Diego e outros estudantes encontradas em redes sociais foram repassadas para a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática e as unidades estão atuando em conjunto para identificar os autores do crime.
– Nós monitoramos muitas manifestações xenofóbicas, racistas, homofóbicas. Então, numa parceria com a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, que já está investigando esses fatos, nós já estamos trocando informações com relação a essas investigações.
O delegado participou na segunda-feira de audiência pública conjunta das comissões de Discriminações e Preconceitos de Raça Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional e dos Direitos Humanos e Cidadania, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O encontro debateu crimes de ódio contra LGBTs no estado.
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