Rio de Janeiro, 22 de Fevereiro de 2026

Policiais são investigados por sequestro de piloto de Abadia

Terça, 09 de Outubro de 2007 às 18:33, por: CdB

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo vai investigar uma nova denúncia de corrupção contra uma equipe do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc). Os policiais são suspeitos de seqüestrar o piloto da quadrilha do traficante colombiano Juan Ramirez Abadia, o Chupeta, e exigir resgate para a libertação.

A denúncia partiu de André Barcellos, o piloto da quadrilha do traficante Abadia. Para a polícia federal, o piloto contou que, no meio do ano passado, ele e um amigo saiam de uma loja de automóveis na Zona Norte de São Paulo, quando foram abordados por policiais em três carros.

De acordo com o piloto, eram policiais do Denarc. Ainda segundo o piloto, ele e o amigo foram algemados. Enquanto rodavam pela cidade, os policiais disseram que conversas gravadas revelavam o uso de um avião para o tráfico de drogas. O piloto chegou a afirmar que as informações que os policiais passaram para eles eram verdadeiras.

Os policiais então exigiram R$ 1 milhão pela libertação. Ainda segundo ele, o seqüestro só terminou no dia seguinte, quando os policiais receberam US$ 220 mil, mais de R$ 400 mil de resgate que foi confirmado por Abadia.

Ele disse que o piloto ficou refém enquanto o amigo foi liberado para buscar o dinheiro. Ele pegou US$ 100 mil com um comparsa do traficante, e os outros US$ 120 foi pegar na casa d o próprio Abadia.

De acordo com o piloto, os policiais levaram também R$ 85 mil, que ele carregava numa maleta, e mais uma caminhonete, que foi transferida para o nome de terceiros 20 dias depois do seqüestro.

O piloto ainda descreveu os policiais e informou os apelidos: Bob e Alemão. È possível que eles sejam os mesmos que, dois meses antes, seqüestraram um outro integrante do grupo e tomaram dele US$ 400 mil.

Nesta terça-feira, a Corregedoria da Polícia Civil mandou apreender um carro que,
segundo uma das denúncias, foi vendido pela quadrilha para pagar propina a policiais em um - dos seis casos de extorsão relatados até agora. O veículo pertencia a Daniel Maróstica, apontado como um dos gerentes do traficante colombiano. Maróstica vendeu o carro para uma loja, em São João da Boa Vista, a 229 km de São Paulo, que repassou a um comprador de uma cidade vizinha.

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