O tenente-coronel da Polícia Militar e mais cinco ex-policiais militares - três deles ex-integrantes do grupo Águia (serviço de inteligência da PM) - estão presos na Polícia Federal de Curitiba. Eles são acusados de receber dinheiro de fazendeiros para impedir ocupações de sem-terra na região de Ponta Grossa, a 100 quilômetros de Curitiba. Na operação, chamada de Março Branco, também foram detidos dois trabalhadores sem-terra suspeitos de fazer parte do grupo armado.
Além de formação de quadrilha, eles são acusados de tráfico internacional de armas e violação de direitos humanos. Nas casas dos acusados foram encontradas armas, como pistolas, revólveres e escopetas fabricadas na Turquia e os carros que seriam usados no patrulhamento das fazendas. Segundo a polícia, a quadrilha chegou a infiltrar falsos trabalhadores sem-terra nos acampamentos para saber quando seriam feitas novas ocupações.
Os fazendeiros suspeitos de envolvimento no caso estariam ligados ao sindicato rural de Ponta Grossa. Entretanto, o presidente do sindicato, Marcos Degraff, nega as acusações.
O comandante da Polícia Militar do Paraná, Davi Antonio Pancotti, afirma que as investigações já duram um ano. Os policiais estão sujeitos a punições administrativas internas e, depois de serem julgados, poderão ser expulsos da corporação.
Policiais são acusados de receber propina de fazendeiros no Paraná
Quarta, 06 de Abril de 2005 às 08:15, por: CdB