Exames de laboratório contrariam a versão de cinco policiais militares para a morte do dentista Flávio Ferreira Sant´Ana, 28 anos, ocorrida no último final de semana em São Paulo. Segundo o Jornal Nacional da TV Globo, uma análise das mãos de Flávio, que ficou pronta na última terça-feira, não constatou vestígios de pólvora, desmontando a afirmação dos PMs de que trocou tiros com o grupo antes de ser baleado.
Um tenente, um cabo e três soldados são acusados de colocar um revólver na mão do dentista para forjar o tiroteio. Um dos policiais confessou, de acordo com a emissora, ter posto também uma carteira roubada no bolso do dentista, já morto, para incriminá-lo.
Os cinco policiais estão sendo mantidos no presídio especial da PM. De todos, apenas um nunca esteve envolvido em casos semelhantes. Os outros quatro atualmente respondem a quatro processos envolvendo mortes de suspeitos que teriam reagido à prisão. Outros quatro processos pelo mesmo motivo já foram arquivados. Dos oito casos, seis foram considerados execuções e denunciados à Ouvidoria da Polícia.
O pai de Flávio vítima, o policial reformado Jonas Sant´Ana, 50 anos, acusa a polícia de racismo no caso. Segundo ele, seu filho só foi morto por ser negro.
Policiais que mataram dentista em SP são desmentidos por exames
Quarta, 11 de Fevereiro de 2004 às 01:23, por: CdB